ASPECTOS GEOFÍSICOS E AMBIENTAIS DO PANTANAL DA NHECOLÂNDIA
Résumé
Reconhecido como uma das maiores extensões úmidas contínua do planeta, o Pantanal é marcado por peculiaridades, como estações de seca e cheia, solos de baixa fertilidade, dificuldade de acesso, dentre outras, que restringiram a sua ocupação e a interferência antrópica, tornando a pecuária extensiva a principal atividade econômica. Devido a grande interação entre os fatores bióticos e abióticos, tem-se como resultado uma grande heterogeneidade de paisagens dentro da planície, assim, o Pantanal pode ser dividido em onze sub-bacias hidrográficas. Dentre estas destaca-se o Pantanal da Nhecolândia, por apresentar uma fisionomia bastante típica, caracterizada por baías, salinas, campos limpos, bosques e savanas. Nesta sub-região, as formas de vegetação são fortemente influenciadas pela topografia local e pelos diferentes níveis de inundação ou alagamento, porém algumas associações vegetais destacam-se na Nhecolândia por sua contínua presença na paisagem. Os solos do pantanal da Nhecolândia são essencialmente arenosos, com textura geralmente fina, sendo que o caráter hidromórfico predomina em algumas áreas. O rio mais importante desta zona é o Taquari, que serve como marco divisório entre a Nhecolândia e o Paiaguás. Devido ser uma das principais regiões criatórias de gado do Brasil, o manejo deve basear-se nos requerimentos das espécies nativas de fauna e flora, integrados com os requerimentos dos animais exóticos e as necessidades do homem, de forma a preservar a qualidade do solo e manter a sustentabilidade do sistema.
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© Jerusa Cristina Bazzo, Diego Antonio França de Freitas, Marx Leandro Naves Silva, Evaldo Luis Cardos, Sandra Aparecida Santos 2021

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