DESENVOLVIMENTO E CONFLITO TERRITORIAL - PRIMEIRAS REFLEXÕES SOBRE AS COMUNIDADES ATINGIDAS PELO COMPLEXO INDUSTRIAL PORTUÁRIO DE SUAPE-PE, BRASIL

Mercedes Solá Pérez, Claudio Ubiratan Gonçalves

Resumo


Em 1979 se instala “Suape – Complexo Industrial Portuário” em territórios de camponeses dos municípios de Cabo de Santo Agostinho e Ipojuca no litoral sul de Pernambuco, Brasil. Isso implica numa sobreposição de territórios e, portanto em conflitos territoriais entre as comunidades locais que reproduzem suas vidas e Suape que reproduz o capital. Esse Complexo é produto de políticas de desenvolvimento que vem sendo aplicadas nacionalmente desde os anos de 1950 e intensificadas especialmente no atual contexto de neodesenvolvimento, através do Programa de Aceleração do Crescimento – PAC, passando também pelo neoliberalismo iniciado na década de 1990. Diante disso a proposta – desde a perspectiva do pós-desenvolvimento – é analisar os conflitos no território das comunidades locais atingidas pela expansão de Suape – Complexo Industrial Portuário. Para isso, realiza-se um breve panorama sobre as comunidades, uma revisão bibliográfica acerca de Suape e das políticas de desenvolvimento especificamente dirigidas ao setor e finalizando, descrevem-se os conflitos que são gerados como consequência dessas políticas de desenvolvimento de megaprojetos nos territórios de vida das comunidades locais. Sendo esta uma pesquisa em estágio inicial, as primeiras constatações que se identificam são acerca das políticas de desenvolvimento que ao se materializarem nos territórios criam conflitos de interesses, sobre o papel do Estado como reprodutor do capital em detrimento das comunidades locais e da necessidade urgente das comunidades resistirem diante do avassalamento que atinge a reprodução nos seus territórios de vida.

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