REVISITANDO OS ALTOS PELADOS: UMA ANÁLISE DA DEGRADAÇÃO DE TERRAS NA BACIA DO RIACHO GRANDE-PE/PB

Antonio Carlos de Barros Correa, Ana Clara Magalhães de Barros, Joana D'Arc Matias de Almeida

Resumo


Em 1982 o Professor Carlos Augusto Figueiredo Monteiro definiu uma área-tipo para aferição da desertificação no semiárido no Nordeste oriental e, a partir da sobreposição de dados realizou uma descrição vívida e humanista da degradação de terras no semiárido. Este trabalho buscou identificar em uma das unidades geossistêmicas definidas por Monteiro (1988), a Unidade Manaíra, evidências temporais da degradação das terras que possam servir como indicadores geomorfológicos para a ocorrência do processo de desertificação na área. Foram construídos mapas geomorfológicos e de cobertura da terra em sequência temporal. As formas de cobertura foram associadas ao mapa de unidades morfoestratigráficas, visando quantificar a dinâmica superficial predominante em cada tipologia. Uma classificação morfodinâmica do relevo foi proposta com base na sensitividade aos processos erosivos e caráter das formações superficiais. Os resultados, embora limitados pela exiguidade de dados temporais em resolução adequada, apontam para o fato de que a expansão das classes de cobertura da terra com potencial para incrementar os processos de degradação da superfície tem ocorrido, sobretudo, sobre as unidades de maior sensitividade erosiva. Ao longo das últimas quatro décadas, ocorreu uma expansão das formas de uso da terra que não favorecem o equilíbrio entre o balanço escoamento/infiltração, favorecendo o primeiro.

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