OUTRAS ESPACIALIDADES NO CINEMA PRODUZIDO EM PERNAMBUCO

Gervásio Hermínio Gomes Júnior

Resumo


As paisagens construídas pelos filmes atuam como uma mediação entre os seus espectadores e o espaço
geográfico. Os filmes podem construir espacialidades que se caracterizam por serem abertas – produto de interrelações
– múltiplas, e em constante devir. Nesse contexto, o presente artigo pretende analisar as espacialidades
construídas pelo cinema produzido em Pernambuco na atualidade, levando em consideração a sua ruptura com
um regime de visibilidade regionalista, do qual se supunha espacialidades fechadas, estáticas e essencialistas.
Chega-se a essa tese a partir das características específicas do cinema produzido em Pernambuco: a presença de
elementos que remetem ao urbano e à modernidade, a influência da prática da brodagem em sua produção e à
influência do Manguebeat. Dessa forma, problematiza-se a pertinência do cinema produzido em Pernambuco
enquanto construtor de outras espacialidades. Define-se inicialmente o que estamos chamando de espacialidade
das imagens cinematográficas. Em seguida, aborda-se elementos presentes nos filmes que confirmam ou refutam
a ruptura com espacialidades regionalistas. Por fim, discute-se as implicações políticas dessas outras
espacialidades construídas pelo cinema produzido em Pernambuco, apontando para outras formas de se imaginar
o espaço, que remetem a uma noção de identidade múltipla, e que provocam e instigam o espectador a refletir
sobre o espaço geográfico.

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