VIVER “ENTRE-LUGARES” E A TRANSTERRITORIALIDADE NO CAMPO DE REFUGIADOS DE DADAAB (QUÊNIA)

Daniela Florêncio da Silva

Resumo


Este artigo aborda a experiência de viver “entre-lugares” no campo de refugiados de Dadaab no nordeste do
Quênia. Seus vinte e seis anos de existência são modelados por uma suspensão jurídica e por uma “prática”
política de formação de campos de refugiados do governo queniano, impondo muitos limites no seu
acolhimento. Esses limites impostos tornam o campo de refugiados de Dadaab um espaço de fronteira, onde
além de contornados, esses limites são transpassados, mostrando que os conflitos ou estranhamentos vivenciados
nesse espaço então delimitado, dinamizam o desenvolvimento de distintas realidades, agora entrelaçadas através
do encontro das diferentes nacionalidades dos refugiados, de suas culturas e formas de ver o mundo. Sua
descontinuidade espacial e de sentidos, tece uma geografia complexa, com outros ritmos.

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