EVIDÊNCIAS MORFOLÓGICAS DE CONDIÇÕES PALEOCLIMÁTICAS ÚMIDAS NO SEMIÁRIDO BRASILEIRO

Frederico de Holanda Bastos

Resumo


O semiárido brasileiro constitui uma região de grande complexidade paisagística no cenário continental cuja interpretação de seu relevo tem evoluído de maneira significativa ao longo das últimas décadas. Entre as décadas de 1950 e 1970 constata-se um período de interpretações clássicas baseadas em adaptações da Teoria da Pediplanação de Lester King. Com a evolução das pesquisas morfoestruturais e morfopedológicas a partir da década de 1990, diversas interpretações novas surgiram, amparadas também em métodos de geocronologia, que contribuíram significativamente na interpretação da gênese, evolução e distribuição espacial dos compartimentos geomorfológicos regionais. Mesmo com o rico acervo histórico de interpretações do relevo do semiárido nordestino, alguns modelos interpretativos, associados a condições paleoclimáticas úmidas, encaixam-se perfeitamente na interpretação da geomorfogênese regional, de onde pode-se destacar os modelos de Etchplanação (WAYLAND, 1933 e BÜDEL, 1957) e o de Aplainamento por Mudanças Climáticas (MILLOT, 1983). Algumas unidades morfológicas do semiárido nordestino apresentam claras evidências de condições paleoclimáticas úmidas com destaque para relevos graníticos, paleossolos lateríticos e algumas feições cársticas, o que permite uma tentativa de adaptação dos modelos evolutivos anteriormente mencionados.

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