GEOMORFOLOGIA ESTRUTURAL, NEOTECTÔNICA E CARSTE: EXEMPLOS NO NORDESTE BRASILEIRO

Rubson Pinheiro Maia

Resumo


O controle estrutural sobre o relevo pode ser compreendico como qualquer carcterisitca intrisseca da rocha que tenha repercussão na morfologia. Estruturas associadas a tectônica também podem ter significado geomorfológico, sobretudo em margens ativas ou em zonas de deformação. No nordeste setentrional brasileiro, estruturas deformacionais relacionadas à orogenia brasiliana, ao rifteamento da margem no Jurássico-Cretáceo, e a reativação cretácea e cenozoica controlam diversas feições da morfologia. Essas feições incluem alinhamento de cristas residuais, vales estruturais, escarpas de falha e são associadas às faixas móveis pré-cambrianas e seus trends estruturais reativados no Cretáceo e no Cenozoico com repercussão direta no ambiente carstico. O presente texto, discorrerá acerca do condicionamento morfoestrutural do relevo com ênfase no papel exercido pelas estruturas de deformação rúpteis e dúcteis do embasamento cristalino pré-cambriano. A exumação em zonas de deformação de direção NE-SW e E-W origina trends de lineamentos que confinam os canais de drenagem orientando a dissecação e por vezes a agradação fluvial. Isso resulta em sequencias de cristas e vales que confinam os canais de escoamento, passando esses a serem indicadores dos planos de deformação. Esse contexto estende-se para os ambientes sedimentares na forma de controle sobre a dissecação que passa a ocorrer orientada segundo os planos de falhas, formando vales encaixados que constituem a expressão geomorfológica da reativação frágil de zonas de cisalhamento transcorrentes nas unidades sedimentares.

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