A territorialização da exploração do trabalho no território de identidade do Sisal – Bahia
DOI :
https://doi.org/10.51359/2238-6211.2020.242921Mots-clés :
território; subordinação; trabalho; desenvolvimento; internacionalRésumé
A análise realizada no presente texto está centrada no estudo da exploração do trabalho no Território de Identidade do Sisal, localizado na porção centro norte do Estado da Bahia. Este território de identidade tem como forte característica a unidade da cultura do sisal que se desenvolve por meio de um processo constante de exploração do trabalho nos campos de cultivo da fibra, expondo os trabalhadores às condições precárias, cenário de miserabilidade social que não condiz com a valiosa importância do produto no mercado internacional. A expansão da produção da fibra de sisal no cenário baiano para atender a cadeia de exportação está sempre acompanhada do aprofundamento da exploração do trabalho nos campos de produção, condição que potencializa a motivação em compreender a dinâmica de produção da fibra como fator condicionante da (re)produção espacial. Como procedimentos metodológicos usou-se pesquisa bibliográfica e trabalho de campo em determinadas localidades. Nessa perspectiva tornou-se a geografia uma ciência imprescindível na função de interpretação das contradições deste processo, destarte identificou-se uma profunda subordinação da mão de obra aos ditames do mercado de exportação, expondo com isso uma permanente contradição entre as relações de produção e mercado da fibra para a exportação.Références
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© Luis Eduardo Cunha Silva, Ana Rocha dos Santos 2021

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