Os rios e o urbano: rupturas ou continuidades nas cidades médias do Brasil - Chapecó (SC), Brasil
DOI:
https://doi.org/10.51359/2238-6211.2021.243215Keywords:
Rios canalizados, Paisagem urbana, Modificações antrópicas, Reflexos culturaisAbstract
Este trabalho tem por objetivo compreender as transformações das paisagens de rios urbanos do município de Chapecó-SC, decorrentes do processo de urbanização. Buscou-se identificar as mudanças ocasionadas na paisagem dos rios, as causas e suas repercussões, desde o ano de 1940. Chapecó possui 220.367 habitantes, 7% residentes no rural e 93% no urbano (IBGE, 2019). O levantamento de dados históricos e imagens dos rios antigos se deu pelo acesso ao acervo do Centro de Memórias do Oeste – CEOM. No decorrer dos anos, a paisagem dos rios urbanos em Chapecó foi alterada especialmente pela urbanização desenfreada, sem respeito aos planos originais. A função desses vêm se ajustando as diferentes necessidades dos homens. Alguns fenômenos se reproduzem em distintos espaços temporais, como sua utilização para canal de escoamento e depósito de resíduos, são reflexos culturais vistos até os dias atuais. A população em muitos casos desdenha a presença dos rios, o que ocasionou uma drástica ruptura entre esse patrimônio natural e o espaço urbano. Os resultados demonstram que estes fenômenos estão presentes em Chapecó, muitos rios foram ocultados da paisagem urbana. Diante de tal complexidade o presente trabalho contribui com informações para o planejamento e tomada de decisão no presente e futuro.
References
BALDISSERA, A. D.; REIS, A. F. A cidade e as águas - Chapecó e a microbacia do lajeado São José. In: III seminário Nacional sobre o Tratamento de Áreas de Preservação Permanente em Meio urbano e Restrições Ambientais ao Parcelamento do Solo. APP Urbana 2014. UFPA – Belém, 10 a 13 de setembro de 2014. 16 p. Disponível em: http://anpur.org.br/app-urbana2014/anais/ARQUIVOS/GT5-160-23-20140516222259.pdf. Acesso em 10-08-2018.
BERQUE, A. Paisagem-Marca, Paisagem-Matriz: Elementos da Problemática para uma Geografia Cultural. In: CORRÊA, R.L.; ROSENDAHL, Z. Paisagem, tempo e cultura. 2 eds. Rio de Janeiro: EdUERJ, 2004.
BERTRAND, G.; BERTRAND, C. Uma geografia transversal e de travessias: o meio ambiente através dos territórios e das temporalidades. Organizador Messias Modesto dos Passos. - Maringá: Massoni, 2007. 332 p.
CANCELIER, J.W. A agricultura familiar como agente produtora do espaço rural no município de Chapecó-SC. 2007. 147 f. Dissertação (Mestrado em Geografia) – Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2007.
CHAPECÓ. Lei Complementar nº 541, de 26 de novembro de 2014. Aprova o Plano Diretor de Chapecó – PDC. Chapecó, 2014. Disponível em: https://leismunicipais.com.br/a1/plano-diretor-chapeco-sc. Acesso em 21-04-2019.
COSGROVE, D. A Geografia está em toda parte: Cultura e simbolismo nas Paisagens Humanas. In: Paisagem, Tempo e Cultura. (Org.) Corrêa, R. L. et al. Rio de Janeiro, EdUER: .1998. pp. 92-123.
DALLA CORTE, T. Direito Humano e patrimônio da humanidade: a evolução no tratamento jurídi-co da água. Revista Catalana de Direito Ambiental – RACO - Vol. 4, N. 2: 2013. Disponível https://www.raco.cat/index.php/rcda/article/view/273855. Acesso 13-10-2018.
FACCO, J. Os conflitos ambientais no processo de urbanização na bacia hidrográfica de abaste-cimento de água de Chapecó-SC. 231 f. Dissertação (Mestrado em Ciências Ambientais) - Uno-chapecó.- Chapecó (SC): 2011.
FACCO, J.; ENGLER, J. M. O processo histórico de urbanização de Chapecó (1950-2016) - Notas sobre: a ocupação urbana, os planos diretores e os conflitos ambientais. P. 287- 324. In: Chapecó em Foco: textos e contextos sobre o espaço urbano regional. (e-book). NASCIMENTO, Ederson; VIL-LELA, Ana L. V. (Orgs). São Carlos: Pedro & Paulo, 2017. 597p. ISBN: 978-85-7993-388-2.
FREITAS, M. A. et al. Diagnóstico dos recursos hídricos subterrâneos do oeste do estado de San-ta Catarina: Projeto Oeste de Santa Catarina/PROESC. Porto Alegre: CPRM/SDM-SC/SDA-SC/EPAGRI. 2003. 100 p.
FREITAS, M. Estiagem no Oeste Catarinense: diagnóstico e resiliência. Projeto de Pesquisa De-senvolvido pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) em parceria com a Secretaria de Estado de Proteção e Defesa Civil de Santa Catarina (SDC). Laboratório de Estudos em Redução de Risco de Desastre (LabRED), o Laboratório de Geoprocessamento (GeoLab) e o Laboratório de Planejamento Urbano e Regional (Labplan). - Florianópolis, 2015.
FUJITA, C. Dilema urbano-ambiental na formação do território brasileiro: desafios ao planeja-mento urbano no Brasil. Tese (Doutorado Paisagem e Ambiente) – FAUUSP, São Paulo, 2008.
GONÇALVES; O. C. L. Uso e ocupação do solo na microbacia do lajeado São José - Chapecó/SC e seus reflexos na qualidade da água. Dissertação (Mestrado em Geografia): Universidade Federal de Santa Catarina. Florianópolis, 2000.
HASS, M. O linchamento que muitos querem esquecer: Chapecó, 1950-1956. ed. rev. Chapecó: Argos, 2003.
IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Contagem da População. Chapecó-SC (2011). Disponível em: http://www.ibge.gov.br. Acesso em: 20 set. 2018.
______Contagem da população - Chapecó-SC. Estimativa para 2019 (2019). Disponível em: http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/censo2010/tabelas_pdf/total_populacao_santa_catarina.pdf. Acessado em 10/03/2019.
MARCONDES, M. Cidade e Natureza: proteção dos mananciais e exclusão social. São Paulo, Edusp: 1999.
MELO, V. M. Dinâmica das paisagens de rios urbanos. XI Encontro Nacional da Associação Na-cional de Pós-Graduação e Pesquisa em Planejamento Urbano e Regional – ANPUR. Salvador –BA, 23-27 maio de 2005. Disponível http://www.xienanpur.ufba.br/334.pdf. Acessado em 10/03/2019.
NICOLAI, G. Avaliação das concentrações de nitratos na água subterrânea do município de Chapecó – SC. 2001. 89 f. Dissertação (Mestrado em Engenharia Ambiental) – Universidade Fede-ral de Santa Catarina, Florianópolis, 2001.
PORTO-GONÇALVES, C. W. O desafio ambiental. (2014). Rio de Janeiro: Record. 179 p.
PORTO-GONÇALVES, C. W. Sociedade e Natureza. Sociedade é natureza. In: Bacia Hidrográfica do Rio do Peixe: Natureza e Sociedade. TREVISOL, Joviles V.; SCHEIBE, Luiz F. (Org). – Joaça-ba: Unoesc, 2011. 394 p.
SANTOS, M. A natureza do espaço: espaço e tempo: razão e emoção. 3 ed. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2001. 384 p.
TESTA, V. M. et al. O desenvolvimento sustentável do Oeste Catarinense (Proposta para discus-são). Florianópolis: EPAGRI, 1996.
TUAN, Yi-Fu. Topofilia: um estudo da percepção, atitudes e valores do meio ambiente. São Paulo: DIFEL, 1974. 288 pp.
WAGNER, A. E... Chapecó levantou vôo. Florianópolis: De Letra, 2005.
Downloads
Published
How to Cite
Issue
Section
License
Copyright (c) 2021 Janete Facco, Sival Francisco de Oliveira junior, Fábio Luiz Carasek, Janete Webler Cancelier, Lisane Regina Vidal Conceição

This work is licensed under a Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Authors who publish in this journal agree to the following terms:
a) Authors retain copyright and grant the REVISTA DE GEOGRAFIA of the Federal University of Pernambuco the right of first publication, with the work simultaneously licensed under the Creative Commons Attribution 4.0 International License (CC BY). This license allows reusers to distribute, remix, adapt, and build upon the material in any medium or format, provided that attribution is given to the creator. The license permits commercial use.
b) Authors are authorized to enter into separate, additional contractual arrangements for the non-exclusive distribution of the version of the work published in this journal (e.g., posting it to an institutional repository or publishing it as a book chapter), with an acknowledgement of its initial publication in this journal.
c) Authors are permitted and encouraged to post and distribute their work online (e.g., in institutional repositories or on their personal website) at any point before or during the editorial process, as this can lead to productive exchanges, as well as increase the impact and citation of the published work.
d) The contents of the GEOGRAPHY JOURNAL are licensed under a Creative Commons Attribution 4.0 International License. CC BY - . This license allows reusers to distribute, remix, adapt, and build upon the material in any medium or format, provided that attribution is given to the creator. The license permits commercial use.
In the case of copyrighted material to be reproduced in the manuscript, full attribution must be provided in the text; a supporting document of authorization must be sent to the Editorial Committee as a supplementary document. It is the responsibility of the authors, not the GEOGRAPHY JOURNAL or the editors or reviewers, to indicate, in the article, the authorship of texts, data, figures, images and/or maps previously published elsewhere.