Aspectos sociais, econômicos e ambientais da pesca do bivalve Anomalocardia brasiliana em praias da região da costa branca do nordeste brasileiro
DOI:
https://doi.org/10.51359/2238-6211.2021.244822Palavras-chave:
pesca artesanal, recurso pesqueiro, semiárido brasileiro, marisco.Resumo
O objetivo do trabalho foi analisar aspectos sociais, econômicos e ambientais da pesca do bivalve Anomalocardia brasiliana em praias do Rio Grande do Norte por marisqueiras vinculadas a uma associação e por aquelas sem vínculo. A pesca do marisco ocorreu durante todo o ano, com maior produção entre os meses de maio e agosto. O tamanho médio do marisco extraído foi de 24,0 mm de comprimento, com comercialização para estabelecimentos comerciais, comerciantes livres e turistas. Entre as marisqueiras associadas foi constatado que 78% dedicam-se até 15 dias a atividade de extração do marisco, enquanto que 75% das não-associadas dedicam mais de 15 dias por mês. 89% das marisqueiras associadas passam mais de 4h/dia na atividade mariscagem, enquanto que as marisqueiras não-associadas permanecem no máximo 4h/dia, sendo que todas as marisqueiras não fazem uso de equipamentos de proteção individuais. Pôde-se concluir que apesar do lucro com a venda do marisco não ser elevado, ele complementa os ganhos com aposentadorias e bolsa família. Apesar das dificuldades, as mulheres consideram que vale a pena continuar com a atividade da pesca do marisco. A organização das marisqueiras em associações é outro aspecto que pode proporcionar melhorias em suas condições socioeconômicas.
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