Caracterização geomorfométrica e pedológica da bacia hidrográfica do rio Bagagem (Goiás - GO).
DOI:
https://doi.org/10.51359/2238-6211.2020.245168Palavras-chave:
dinâmica hidrológica; morfometria; solos; gestão de bacias.Resumo
O objetivo deste trabalho foi caracterizar os aspectos geomorfométricos e pedológicos da bacia hidrográfica do rio Bagagem, no município de Goiás – Go, com vistas ao diagnóstico das condições ambientais da bacia. Foram levantadas características dos tipos de solos e parâmetros morfométricos e hidrológicos da bacia, por meio de técnicas de geoprocessamento. Os resultados indicaram que a bacia hidrográfica do rio Bagagem possui uma dinâmica geomorfométrica e hidrológica com indicação de baixo a médio potencial para ocorrência de enchentes, devido a seu formato oblongo. A rede de drenagem apresenta cinco ordens e uma densidade de drenagem regular e dendrítica. O coeficiente de manutenção indica dificuldade na manutenção de drenagens perenes. A alta amplitude altimétrica e de declividades, associada aos tipos de solos e as curvaturas plana e de perfil, sugerem uma preocupação acerca das formas de uso e manejo dos solos da bacia, no intuito de mitigar de processos erosivos e impactos nos corpos hídricos.
Referências
AHER, P.D.; ADINARAYANA, J.; GORANTIWAR, S.D. Quantification of morphometric characterization and prioritization for management planning in semi-arid tropics of India: A remote sensing and GIS approach. Journal of Hydrology, v. 511, p. 850–860, 2014.
BAJABAA, S.; MASOUD, M.; Al-AMRI, N. Flash flood hazard mapping based on quantitative hydrology, geomorphology and GIS techniques (case study of Wadi Al Lith, Saudi Arabia). Arabian Journal of Geosciences, v. 7, p. 2469–2481, 2013.
BERTONI, J.; LOMBARDI NETO, F. Conservação do solo. 9. ed. São Paulo: Ícone, 2014. 355p.
BERTRAND, G. Paisagem e geografia física global: Esboço metodológico. R. RA ́E GA, Curitiba, n. 8, p. 141-152, 2004.
BOTELHO, R. G. M.; SILVA, A. S. Bacia hidrográfica e Qualidade Ambiental. In: VITTE, A. C.; GUERRA, A. J. T (Org.). Reflexões sobre a Geografia Física no Brasil. 6. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2010. p. 153-192.).
BRASIL. Lei nº 12.651/2012, de 15 de 25 de maio de 2012 do Código Florestal Federal.
CAVALCANTI, M. A.; LOPES, L. M.; PONTES, M. N. C. Contribuição ao entendimento do fenômeno das enchentes do Rio Vermelho na cidade de Goiás, GO. Boletim Goiano de Geografia. Goiânia - Goiás - Brasil v. 28 n. 1 p. 167-186 jan. / jun. 2008.
CALIL, P. M.; OLIVEIRA, L. F. C. de; KLIEMANN, H. J.; OLIVEIRA, V. A. de. Caracterização geomorfométrica e do uso do solo da bacia hidrográfica do Alto Meia Ponte, Goiás. Revista Brasileira de Engenharia Agrícola e Ambiental, Campina Grande, v. 16, n. 4, p. 433-442, 2012.
CHRISTOFOLETTI. A. Análise morfométrica de bacias hidrográficas. Notícias Geomorfológicas, Campinas, v. 18, n. 9, p. 35-64, 1969.
CAMPANHARO, W. A. Diagnostico físico da bacia do rio Santa Maria do Doce-ES. 2010. 66 f. Monografia (Graduação) – Departamento de Engenharia Florestal, Universidade Federal do Espírito Santo, Jerônimo Monteiro, ES.
CHRISTOFOLETTI, A. Geomorfologia. 2a ed. São Paulo: Ed. Edgard Blücher Ltda, 1980, 188p.
EMBRAPA. Centro Nacional de Pesquisa de Solos (Rio de Janeiro, RJ). Sistema brasileiro de classificação de solos. Rio de Janeiro: EMBRAPA-SPI, 2009. xxvi, 412p. : il.
FARIA, M. M.; ZACCHI, R. C.; FERREIRA, E. S. Caracterização morfométrica e biológica da Bacia Hidrográfica do Córrego Serafim, Sub-Bacia do Rio Paraibuna, Juiz de Fora MG. In: SIMPÓSIO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA FÍSICA APLICADA, 13, 2009, Viçosa, MG. [Anais...] Viçosa, MG: Editora da Universidade Federal de Viçosa, 13. 2009.
GOIÁS (Estado). Secretária de Indústria de Comércio. Superintendência de Geologia e Mineração. Geomorfologia do Estado de Goiás e Distrito Federal. Por Edgardo M. Latrubesse, Thiago Morato de Carvalho. Goiânia, 2006a
GOIÁS (Estado). Agencia Ambiental de Goiás. Base de dados: Determinação de áreas prioritárias para unidades de conservação. WWF-Embrapa-IBGE 2006b.
GUERRA, A. J. T. Encostas e a questão ambiental. In: CUNHA, S. B; GUERRA, A. J. T. A. (Org.). Questão Ambiental: Diferentes abordagens. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2003, p. 191-218.
LEAL, I. R.; TABARELLI, M.; SILVA, J.M.C. (orgs.). Ecologia e conservação da caatinga. Editora Universitária, Universidade Federal de Pernambuco, Recife. 2003.
LOPES, E. R. N. et al. Modelagem ambiental de bacias hidrográficas: caracterização morfométrica e pedológica da bacia do Rio Una – Ibiúna, Brasil. Geosul, Florianópolis, v. 33, n. 66, p.105-127, jan./abr. 2018.
MAGESH, N. S. et al. Geographical information system-based morphometric analysis of Bharathapuzha river basin, Kerala, India. Applied Water Science, v. 3, p. 467–477, 2013.
MORISAWA, M. Tectonics and geomorphic models. In: MELHORN, W. N.; FLEMAL, R. C.(edits.). Theories of Landform Development. London: G. Allen & Unwin, 1975. p.199- 216.
PORTO, M. F. A.; PORTO, R. L. L. Gestão de Bacias Hidrográficas. Estudos Avançados, 22 (63), 2008.
PRUSKI, F. F.; BRANDÃO, V. D. S.; SILVA, D. D. D. Escoamento superficial. 2. ed. Viçosa: Editora UFV, 2004. 87 p.
SANTOS, H. G. dos. et al. Proposta de atualização da terceira edição do Sistema Brasileiro de Classificação de Solos: ano 2017. Rio de Janeiro: Embrapa Solos, 2017. 159 p.
SCHUMM, S. A. Evolution of drainage systems and slopes in badlands of Perth Amboy. GeologicalSociety of AmericaBulletin, New York, v. 67, n. 5, p. 597-646, May 1956.
SHELEME, B. Characterization of soils along a toposequence in Gununo area, southern Ethiopia. Journal of Science and Development, v. 1, n. 1, p. 31-41, 2011.
SOUZA, S. O.; OLIVEIRA, R. C. de. Considerações sobre a geografia física: conceitos, métodos e aplicações. Os Desafios da Geografia Física na Fronteira do Conhecimento, p.3483-3494, 2017
SOTCHAVA, Viktor B. O estudo de Geossistemas. Métodos em Questão. N. 16. São Paulo: USP/IG, 1977.
STRAHLER, A. N. Quantitative analysis of watershed geomorphology. Transactions of the American Geophysical Union, v. 38, n. 6, p.913–920, 1957.
TROPPMAIR, H. Biogeografia e Meio Ambiente. 6ª edição. Rio Claro: Divisa, 2004.
VALERIANO, M. M. Dados Topográficos. In: FLORENZANO, T. G. (Org.), Geomorfologia: conceitos e tecnologias atuais. Oficina de Textos, São Paulo, pp. 72-104, 2008.
VILLELA, S. M.; MATTOS, A. Hidrologia aplicada. São Paulo: McGraw-Hill do Brasil, 1975. 245p
VIEIRA, Pedro Alves; FERREIRA, Nilson Clementino; FERREIRA, Laerte Guimarães. Análise da vulnerabilidade natural da paisagem em relação aos diferentes níveis de ocupação da bacia hidrográfica do Rio Vermelho, Estado de Goiás. Sociedade & Natureza, v. 26, n. 2, p. 385-400, maio 2014.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2021 Fernanda Alves Oliveira Ferreira, Ana Carolina Santomé Franco, José Carlos de Souza

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
a) Autores mantêm os direitos autorais e concedem à REVISTA DE GEOGRAFIA da Universidade Federal de Pernambuco o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional. CC BY -
. Esta licença permite que os reutilizadores distribuam, remixem, adaptem e criem a partir do material em qualquer meio ou formato, desde que a atribuição seja dada ao criador. A licença permite o uso comercial.
b) Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
c) Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado.
d) Os conteúdos da REVISTA DE GEOGRAFIA estão licenciados com uma Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional. CC BY -
. Esta licença permite que os reutilizadores distribuam, remixem, adaptem e criem a partir do material em qualquer meio ou formato, desde que a atribuição seja dada ao criador. A licença permite o uso comercial.
No caso de material com direitos autorais a ser reproduzido no manuscrito, a atribuição integral deve ser informada no texto; um documento comprobatório de autorização deve ser enviado para a Comissão Editorial como documento suplementar. É da responsabilidade dos autores, não da REVISTA DE GEOGRAFIA ou dos editores ou revisores, informar, no artigo, a autoria de textos, dados, figuras, imagens e/ou mapas publicados anteriormente em outro lugar.