Alterações no Ciclo Hidrológico Local - Estudo de Caso: Avenida Saldanha Marinho, Pelotas, RS

Autores

DOI:

https://doi.org/10.51359/2238-6211.2021.246119

Palavras-chave:

alagamentos, drenagem, Arroio Santa Bárbara

Resumo

A maioria das cidades desenvolveu-se em torno de corpos d’água. Em Pelotas, a população cresceu ao redor do arroio Pelotas e do canal São Gonçalo e se expandiu em direção ao arroio Santa Bárbara, depredando suas margens e impermeabilizando o solo local. Para sanar o problema, o arroio foi desviado para fora da área urbana e seu antigo leito, aterrado. Mas, atualmente, a região da Av. Saldanha Marinho, onde passava o antigo leito, sofre alagamentos, cujos motivos foram estudados neste trabalho, por meio de análise hidrológica da área contribuinte ao local. Os resultados evidenciaram baixos níveis de altitude na região, solos mal drenados e uma grande parte da superfície impermeabilizada, dificultando a infiltração das águas pluviais. Como solução, sugeriu-se instalar um dispositivo de drenagem na localidade, para este fim, foram reunidas algumas características hidrológicas da área contribuinte à seção de interesse, possibilitando posterior estudo de viabilidade hidrológica e hidráulica do empreendimento. Outras soluções, como as medidas de controle na fonte, também podem ser implantadas, reduzindo alagamentos em Pelotas e em outras cidades, tornando os ambientes mais saudáveis e com maior qualidade de vida à população.

Biografia do Autor

Liara Kurtz, Universidade Federal de Pelotas

Engenheira Hídrica pela Universidade Federal de Pelotas.

Andréa Souza Castro, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Possui graduação em Faculdade de Engenharia Agrícola pela Universidade Federal de Pelotas (2001) e mestrado em Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2005). Doutorado Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2011). Atualmente é professora Adjunta-DE do Centro de Engenharias (CEng) da Universidade Federal de Pelotas (UFPel). É membro permanente do Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais (PPGCAmb-UFPel). Tem experiência na área de Engenharia Sanitária e Ambiental, atuando principalmente nos seguintes temas: escoamento superficial, estruturas de controle na fonte, pavimentos permeáveis e telhados verdes.

Diuliana Leandro, Universidade Federal do Paraná

Professora do Grupo Magistério Superior do Centro de Engenharias da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) desde junho de 2014, atualmente atua junto ao Curso de Engenharia Ambiental e Sanitária, é membro permanente do Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais (PPGCAmb-UFPel). Foi professora do Grupo Magistério Superior do Departamento de Geomática da Universidade Federal do Paraná (UFPR) de 2011 até junho de 2014. Doutora em Ciências Geodésicas pela Universidade Federal do Paraná. Possui mestrado em Ciências Geodésicas pela Universidade Federal do Paraná (2009), graduada em Engenharia Cartográfica pela Universidade Federal do Paraná (2006) e tem experiência na área de Geociências, com ênfase em Geociências, atuando principalmente nos seguintes temas: GPS, multicaminho, Posicionamento GPS, monitoramento ambiental, fragilidade ambiental, desastres naturais.

Referências

ALMEIDA, E. de P.; ZARONI, M. J.; SANTOS, H. G. dos. Espodossolos Humilúvicos. AGEITEC. Agência Embrapa de Informação Tecnológica.

ALMEIDA, E. de P.; ZARONI, M. J.; SANTOS, H. G. dos. PlanossolosHáplicos. AGEITEC. Agência Embrapa de Informação Tecnológica. Disponível em: <http://twixar.me/myRT>. Acesso em: Jun. 2019.

BAPTISTA, M.; NASCIMENTO, N.; BARRAUD, S. Técnicas Compensatórias em Drenagem Urbana. Porto Alegre: ABRH, 2005. 266 p.

CANHOLI, A. P. Drenagem Urbana e Controle de Enchentes. São Paulo: Oficina de Textos, 2005. 302 p.

CASACA, J. M.; MATOS, J. L. de; DIAS, J. M. B. Topografia Geral. Tradução Luiz Felipe Coutinho Ferreira da Silva, Douglas Corbari Corrêa. 4.ed. Reimpr. Rio de Janeiro, LTC: 2013. 208 p.

CUNHA, N.G da; SILVEIRA, R.J.C.S; SEVERO, C.R.S. Solos e Terras do Planalto Sul-Rio-Grandense e Planícies Costeiras. Pelotas: Embrapa Clima Temperado. 44p. ISSN 1516-8832. 2006.

DALTOÉ, M. F; CASTRO, A. S; CORRÊA, L. B; LEANDRO, D; BARCELOS, A. A. Resíduos Sólidos na Rede de Microdrenagem: Uma Análise Qualitativa da Cidade de Pelotas – RS. REMOA/UFSM, v. 15, n. 1, jan. – abr., 2016.

HANSMANN, H. Z. Descrição e Caracterização das Principais Enchentes e Alagamentos de Pelotas – RS. 2013. 63f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Engenharia Ambiental e Sanitária) - Centro de Engenharias, Universidade Federal de Pelotas, Pelotas - RS. 2013.

IBGE. Manual Técnico de Pedologia. 2.ed. Rio de Janeiro: Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE.Diretoria de Geociências. Coordenação de Recursos Naturais e Estudos Ambientais.Manuais Técnicos em Geociências. n. 4. 2007. 316 p.

McCORMAC, J. C. Topografia. Tradução Daniel Carneiro da Silva; revisão técnica Daniel Rodrigues dos Santos, Douglas Corbari Corrêa, Felipe Coutinho Ferreira da Silva. 5.ed. Reimpr. Rio de Janeiro, LTC: 2013. 391 p.

MIGUEZ, M.; VERÓL, A. P.; REZENDE, O. M. Drenagem Urbana: Do projeto tradicional à sustentabilidade. 1.ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2016.

OLIVEIRA, M. C. A transposição do leito do canal Santa Bárbara, Pelotas/RS: utilização de SIG na análise temporal de uma alteração de drenagem urbana. 2017. 62f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Engenharia Ambiental e Sanitária) – Centro de Engenharias, Universidade Federal de Pelotas, Pelotas-RS. 2017.

PELOTAS. Prefeitura Municipal de Pelotas. Lei Nº 5502, de 11 de setembro de 2008. Institui o Plano Diretor Municipal e estabelece as diretrizes e proposições de ordenamento e desenvolvimento territorial no município de Pelotas, e dá outras providências. 59 p. Disponível em: <http://leismunicipa.is/gicsd>. Acesso em: Jul. 2019.

PELOTAS. Prefeitura Municipal de Pelotas. Lei Nº 6636, de 03 de outubro de 2018. Altera a Lei Municipal nº 5.502 de 11 de se- tembro de 2008, que dispõe sobre o Plano Diretor de Pelotas, e dá outras providências. 32 p. Disponível em: <http://leismunicipa.is/wircd>. Acesso em: Nov. 2019.

PELOTAS. Prefeitura Municipal de Pelotas. Ortofoto. Captura em 2015. Fornecida em 2016.

PERUZZO, A. S. Proposta metodológica para simulação de inundações na Bacia do Santa Bárbara. 2017. 84f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Engenharia Ambiental e Sanitária) - Centro de Engenharias, Universidade Federal de Pelotas, Pelotas-RS. 2017.

PETER, G. D. Santa Bárbara: o braço morto do arroio que ainda vive na memória. 2004. 32f. Monografia (especialização em Conservação de Patrimônio em Centros Urbanos). Porto Alegre: Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre – RS, 2004.

SANEP. Pontos Cotados da Zona Urbana da Cidade de Pelotas. Documento em formato DWG. 2017.

SANEP. Sistema Autônomo de Saneamento de Pelotas. Avaliação da Segurança da Barragem Santa Bárbara. Pelotas, 2008. 260 p.

SOARES, P. R. R. Del proyecto urbano a la producción del espacio: morfología urbana de la ciudad de Pelotas, Brasil (1812-2000). 2002. 507f. Tese (Doutorado em Geografia Humana).Barcelona: Facultad de Geografía e Historia, Universidad de Barcelona, Barcelona – ES, 2002.

SUDERHSA, CH2M HILL DO BRASIL. Manual de Drenagem Urbana: Região Metropolitana de Curitiba-PR. Governo do Estado do Paraná. SUDERHSA - Superintendência de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental. v.1. Não publicado. 2002. 150 p.

TUCCI, C. E. M. Gerenciamento da drenagem Urbana. Revista Brasileira de Recursos Hídricos. Porto Alegre, v.7, n.1, p.5-27, 2001. Disponível em: <http://twixar.me/6bBT>. Acesso em: Nov. 2019.

TUCCI, C. E. M. Hidrologia: ciência e aplicação. 4. ed. Porto Alegre: UFRGS/ABRH, 2012. 943p. Disponível em: <http://twixar.me/TyRT>. Acesso em: Jun. 2019.

Downloads

Publicado

23.07.2021

Como Citar

Kurtz, L., Castro, A. S., & Leandro, D. (2021). Alterações no Ciclo Hidrológico Local - Estudo de Caso: Avenida Saldanha Marinho, Pelotas, RS. Revista De Geografia, 38(2), 164–184. https://doi.org/10.51359/2238-6211.2021.246119

Edição

Seção

Artigo Científico