A paisagem lisboeta, em sua significação e representação contemporânea
DOI:
https://doi.org/10.51359/2238-6211.2021.246727Schlagworte:
Lisboa, paisagem cultural, representação, significado.Abstract
Este artigo interpreta a paisagem de Lisboa como um exercício de renovado esforço de um olhar sem preconceito, em busca de uma oculta linguagem propícia a secretos encontros nela descrita. Traz as historicidades, as relações entre espaço e sociedade, buscando compreender as formas de incorporação da paisagem cultural às práticas econômicas, políticas e espaciais, concebidas sob múltiplas abordagens, em particular as paisagens culturais, conforme suas representações e seus significados. A paisagem cultural, sob a forma de um sistema, constitui uma realidade como um todo. Sua estrutura e função são determinadas por formas integrantes. A reflexão diz respeito a uma espacialidade que compreende a Avenida da Liberdade, Praça do Rossio, Rua Augusta, Praça do Comércio e o Chiado. Nesse cenário, se apreende, em particular, a Avenida da Liberdade, que liga a Praça dos Restauradores à do Marquês de Pombal. A paisagem é performada com várias faixas e largos passeios decorados com jardins e calçada à portuguesa. A paisagem de Lisboa expressa uma cultura socioespacial, moldada conforme sua arquitetura em dimensão, pois limita e abre para o invisível; conferindo ao mundo um sentido que não é mais subordinado, por exemplo, a uma crença religiosa.
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