Estudo da paisagem literária da Juiz de Fora (MG) do início do século XX: a Idade do Serrote, de Murilo Mendes

Autores

DOI:

https://doi.org/10.51359/2238-6211.2021.248520

Palavras-chave:

paisagem literária,  A Idade do Serrote, Juiz de Fora (MG)

Resumo

O artigo analisa os principais elementos formadores da paisagem literária de Juiz Fora, respaldando-se na obra memorialística A Idade do Serrote, de Murilo Mendes (1968). A partir da leitura sistemática da obra, foram selecionadas as passagens que remetem aos lugares e paisagens recorrentes, a saber: Rio Paraibuna, Avenida Barão do Rio Branco e Rua Halfeld. Ao final, percebe-se como o poeta mescla diversos tempo-espaços do imaginário ocidental na mineiridade juiz-forana: a avenida traz o aprendizado dialógico peripatético greco-antigo, já as ruas convidam a uma flânerie e ao footing da modernidade europeia, enquanto o rio transborda uma sexualidade escravocrata e colonial brasileira.

Biografia do Autor

Guilherme Augusto Pereira Malta, Universidade Federal de Juiz de Fora

Doutor em Geografia Humana (IGC-UFMG). Professor do Departamento de Turismo da Universidade Federal de Juiz de Fora (MG). 

Humberto Fois-Braga, Universidade Federal de Juiz de Fora

Doutor em Letras: Estudos Literários. Professor vinculado ao Departamento de Turismo e ao Programa de Pós-Graduação em Letras: Estudos Literários, da Universidade Federal de Juiz de Fora (MG). 

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Publicado

23.07.2021

Como Citar

Malta, G. A. P., & Fois-Braga, H. (2021). Estudo da paisagem literária da Juiz de Fora (MG) do início do século XX: a Idade do Serrote, de Murilo Mendes. Revista De Geografia, 38(2), 305–329. https://doi.org/10.51359/2238-6211.2021.248520

Edição

Seção

Artigo Científico