Função pública de interesse comum e recursos hídricos: territórios produtores de água na Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte, SP
DOI:
https://doi.org/10.51359/2238-6211.2022.253687Palabras clave:
Função pública de interesse comum, Recursos hídricos, Mananciais, Serviços ecossistêmicos, Região Metropolitana.Resumen
Este estudo tem como objetivo propor a reflexão sobre a possibilidade de uma divisão territorial da Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte (RMVPLN), localizada no Estado de São Paulo, que seja mais compatível com o uso e ocupação do solo e possa contribuir com a aplicação da legislação ambiental. Para tanto, apresenta entendimentos sobre a função pública de interesse comum, prevista no Estatuto das Metrópoles, considerando a água como um recurso de uso comum e a análise das bases territoriais geoprocessadas dos setores censitários rurais do IBGE, sobrepostas à classificação dos corpos d’água, segundo a Resolução Conama 357 de 17 de março de 2005. O estudo mostrou que o planejamento preconizado a partir da função pública de interesse comum, destacando-se a conservação e preservação da qualidade e quantidade dos recursos hídricos para abastecimento de importantes mananciais, além dos limites da RMVPLN, nas áreas dos setores censitários rurais, é um caminho para o desenvolvimento sustentado.Citas
ABERS, R. N. et al. Inclusão, deliberação e controle: três dimensões de democracia nos comitês e consórcios de bacias hidrográficas no Brasil. Ambiente e Sociedade, Campinas, v. 12, n. 1, p. 115-132, 2009.
ADAMS, W.M. The dilemma of sustainability. In: Adams, W.M. Green Development: Environment and Sustainability in a Developing World. Third Edition. London, Routledge, p. 1–25, 2009.
ANDRADE, D. C. et al. Dinâmica do uso do solo e valoração de serviços ecossistêmicos: notas de orientação para políticas ambientais. Desenvolvimento e Meio Ambiente, v. 25, 2012. Disponível em: https://revistas.ufpr.br/made/article/view/26056. Acesso: 14 de maio de 2020.
ARAÚJO, G. M. de. Função Ambiental da Propriedade: uma proposta conceitual. Revista Veredas do Direito, Belo Horizonte, v. 14, n. 28, p. 251-276, jan./abr. 2017. Disponível em: . Acesso em: 16 de nov. de 2018.
AGEMVALE – AGÊNCIA METROPOLITANA DO VALE DO PARAÍBA E DO LITORAL NORTE. Disponível em: https://www.agemvale.sp.gov.br/?page_id=254. Acesso em 17 de jan. de 2021.
BONENTE, B. I.; ALMEIDA FILHO, N. Há uma Nova Economia do Desenvolvimento? Revista de Economia (Curitiba), v. 34, p. 77-100, 2008.
BRASIL. Lei Federal n° 13.089/2015. Institui o Estatuto da Metrópole, altera a Lei n. 10.257, de 10 de julho de 2001, e dá outras providências. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13089.htm#:~:text=1%C2%BA%20Esta%20Lei%2C%20denominada%20Estatuto,desenvolvimento%20urbano%20integrado%20e%20outros. Acesso em 13 de nov. de 201
BRASIL. Lei Federal n° 12.651/2012. Dispõe sobre a proteção da vegetação nativa; altera as Leis nos 6.938, de 31 de agosto de 1981, 9.393, de 19 de dezembro de 1996, e 11.428, de 22 de dezembro de 2006; revoga as Leis nos 4.771, de 15 de setembro de 1965, e 7.754, de 14 de abril de 1989, e a Medida Provisória no 2.166-67, de 24 de agosto de 2001; e dá outras providências.
______. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988.
______. Lei Federal n° 10.406/2002. Institui o Código Civil. Presidência da República Casa Civil, Subchefia para Assuntos Jurídicos, 2002.
BREN, L. J. Riparian zone, stream, and floodplain issues: a review. Journal of Hydrology, Volume 150, 1993. Disponível em: https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/002216949390113N. Acesso: 02 de jul. de 2018.
CAGED - CADASTRO GERAL DE EMPREGOS E DESEMPREGADOS. Fundo de Amparo ao Trabalhador, Ministério da Economia. Disponível em: http://portalfat.mte.gov.br/programas-e-acoes-2/caged-3/. Acesso em 10 de dez. de 2019
CHIODI, R. E.; MORUZZI MARQUES, P. E. Políticas públicas de pagamento por serviços ambientais para a conservação dos recursos hídricos: origens, atores, interesses e resultados da ação institucional. Desenvolvimento e Meio Ambiente, v. 45, p. 81-104, 2018. Disponível em: https://revistas.ufpr.br/made/article/view/56264. Acesso: 28 de set. de 2018.
CORBERA, E; BROWN, K; ADGER, W. N. The equity and legitimacy of markets for ecosystem services. Development and change, v. 38, n. 4, p. 587-613, 2007. Disponível em: https://onlinelibrary.wiley.com/doi/abs/10.1111/j.1467-7660.2007.00425.x Acesso: 12 de jul. de 2018.
DAGNINO, E. Construção democrática, neoliberalismo e participação: os dilemas da confluência perversa. Revista de Sociologia Política, Curitiba, v. 1, n. 5. p. 139-164. 2004.
FARIA, D. Influência do uso e ocupação do solo na qualidade da água da bacia hidrográfica do Ribeirão Guaratinguetá (SP). 2012. 119 f. Dissertação (mestrado) - Universidade Estadual Paulista, Faculdade de Engenharia, 2012. Disponível em: . Acesso: 8 de ag. de 2016.
FREITAS, K. A. A. et al. Valoração econômica dos benefícios ambientais percebidos pela população da bacia do Educandos provenientes do Prosamim. Acta Amazonica, v. 40, n. 3, p. 509-514, 2010. Disponível em: https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0044-59672010000300009&script=sci_arttext. Acesso: 11 de maio de 2020.
FUKS, M.; PERISSINOTTO, R.M.; RIBEIRO, E. A. Cultura política e desigualdade: o caso dos conselhos municipais de Curitiba. Revista de Sociologia e Política, Curitiba, v.21, p. 125-145, 2003.
GADELHA, R. M. d'A. F. A lei de terras (1850) e a abolição da escravidão: capitalismo e força de trabalho no Brasil do século XIX. Revista de História, [S.l.], n. 120, p. 153-162, jul. 1989. ISSN 2316-9141. Disponível em: . Acesso em 21 de abr. de 2014.
GARCIA, L. G. Composição e configuração da cobertura florestal na bacia hidrográfica e seus efeitos nos serviços hidrológicos. 2018. Tese (Doutorado em Recursos Florestais) - Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, Universidade de São Paulo, Piracicaba, 2018. doi:10.11606/T.11.2019.tde-13032019-151029. Acesso em: 2020-12-17.
GOMES, C., RESCHILIAN, P. R., UEHARA e A. Y. Perspectivas do planejamento regional do Vale do Paraíba e litoral norte: marcos históricos e a institucionalização da região metropolitana no Plano de Ação da Macrometrópole Paulista. Urbe. Revista Brasileira de Gestão Urbana, v. 10, n. 1, p. 154-171, 2018. Disponível em:< http://www.scielo.br/pdf/urbe/v10n1/2175-3369-urbe-2175-3369010001AO07.pdf>. Acesso em 21 de fev. de 2020.
GOMES, R. R.; DANIELLI R. e PILATI J. I. A função ecológica da propriedade na perspectiva dos direitos de terceira dimensão: Um necessário resgate do princípio da fraternidade. Revista Novos Estudos Jurídicos - Eletrônica, Vol. 21 - n. 3 - set-dez p. 1222 – 1243, 2016. Disponível em: https://www6.univali.br/seer/index.php/nej/article/viewFile/9696/5447. Acesso: 29 de nov. de 2018.
HUETING, R., REIJNDERS, L., DE BOER, B., LAMBOOY, J. e JANSEN, H. The concept of environmental function and its valuation. Ecological Economics, v. 25, n. 1, p. 31-36, 1998. Disponível em: https://www.sni-hueting.info/EN/Publications/1998-The-concept-of-env-function.pdf. Acesso em 06 de out. de 2020.
ICMBIO – INSTITUTO CHICO MENDES DE BIODIVERSIDADE E CONSERVAÇÃO. Ministério do Meio Ambiente. Disponível em: https://www.icmbio.gov.br/cepsul/images/stories/legislacao/Resolucao/2005/res_conama_357_2005_classificacao_corpos_agua_rtfcda_altrd_res_393_2007_397_2008_410_2009_430_2011.pdf. Acesso em 21 de out. de 2019.
IBGE – INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Censo Demográfico, 2010. Disponível em: https://censo2010.ibge.gov.br/resultados.html. Acesso em 15 de mar. de 2018
IBGE – INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Geociências. Disponível em: https://www.ibge.gov.br/geociencias/organizacao-do-territorio/15774-malhas.html?=&t=downloads. Acesso em 13 de mar. de 2018
IBGE – INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Cidades. Disponível em: https://cidades.ibge.gov.br/. Acesso em 21 de jan. de 21
JACOBI, P. R. Governança da Água no Brasil. In: RIBEIRO, W. C. (Org.). Governança da água no Brasil – Uma Visão Interdisciplinar. São Paulo: Annablume, 2009.
LIMA, W. P. Hidrologia Florestal aplicada ao Manejo de Bacias Hidrográficas. USP, Piracicaba, 2008. Disponível em: http://www.faesb.edu.br/biblioteca/wp-content/uploads/2017/09/hidrologia1.pdf. Acesso em 12 de março de 2019.
MOREIRA, S. B., CRESPO, N. Economia do Desenvolvimento: Das abordagens tradicionais aos novos conceitos de desenvolvimento. Revista de Economia. UFPR, V.38, n.2, p.25-50, 2012. Disponível em: https://revistas.ufpr.br/economia/article/view/29899/0 Acesso em: 10 mar. 2018.
PONTES, P. P.; MARQUES, A. R.; MARQUES, G. F. Efeito do uso e ocupação do solo na qualidade da água na micro-bacia do Córrego Banguelo-Contagem. Revista Ambiente & Água, v. 7, n. 3, p. 183, 2012. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/ambiagua/v7n3/v7n3a15.pdf. Acesso: ago. de 2019.
RIBEIRO-MOREIRA, P. N.; MELLO, L. F. Desenvolvimento Econômico, População e Impactos Ambientais: Mudanças contemporâneas no extremo leste paulista. In: XVII Encontro Nacional de Estudos, 2010, Caxambu MG: ABEP Associação Brasileira de Estudos Populacionais, v. 01, 2010.
RASKIN, P. et al. Great transition: the promise and lure of the times ahead. Stockholm: Stockholm Environment Institute, 2003.
SARLET, I. Princípios do direito ambiental. São Paulo: Editora Saraiva, 2014.
SACHS, I. Ecodesenvolvimento: Crescer sem Destruir. Editora Vértice São Paulo, 1986.
SILVA, R. F. B.; BATISTELLA, M.; MORAN, E. F; et al. Land Changes Fostering Atlantic Forest Transition in Brazil: Evidence from the Paraíba Valley. Professional Geographer, v. 69, n. 1, p. 80–93, 2017. Disponível em: < https://bv.fapesp.br/pt/publicacao/125243/land-changes-fostering-atlantic-forest-transition-in-brazil>. Acesso em: jun. de 2020.
SILVA, R. T.; PORTO, M. F. do A. Gestão urbana e gestão das águas: caminhos da integração. Estudos Avançados, São Paulo, v. 17, n.47, p. 129-146, 2003.
SIMÃO, I; FREITAS, M. J. C. C. de. As motivações dos proprietários de terra para a criação das Reservas Particulares do Patrimônio Natural federais do estado de Santa Catarina, Brasil. Desenvolvimento e Meio Ambiente, v. 45, p. 81-104, abril 2018. Disponível em: https://revistas.ufpr.br/made/article/view/56264. Acesso: 12 de set. de 2018.
SNIRH – SISTEMA NACIONAL DE INFORMAÇÕES SOBRE RECURSOS HÍDRICOS. Agência Nacional de Águas -ANA. Disponível em: https://www.snirh.gov.br/ Acesso em: 01 de out. de 2019.
SODERBAUM, P. Economics, ideological orientation and democracy for sustainable development. Suécia: World Economics Association. 2018.
TAVARES, J. C. Eixos: novo paradigma do planejamento regional? Os eixos de infraestrutura nos PPA´s nacionais, na Iirsa e na macrometrópole paulista. Cad. Metrop., São Paulo , v. 18, n. 37, p. 671-695, Dec. 2016. Available from . access on 11 Nov. 2020. https://doi.org/10.1590/2236-9996.2016-3703.
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2022 Edvaldo Gonçalves de Amorim, Maria Angelica Toniolo, Valeria Regina Regina Zanetti, Cilene Gomes

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
a) Autores mantêm os direitos autorais e concedem à REVISTA DE GEOGRAFIA da Universidade Federal de Pernambuco o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional. CC BY -
. Esta licença permite que os reutilizadores distribuam, remixem, adaptem e criem a partir do material em qualquer meio ou formato, desde que a atribuição seja dada ao criador. A licença permite o uso comercial.
b) Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
c) Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado.
d) Os conteúdos da REVISTA DE GEOGRAFIA estão licenciados com uma Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional. CC BY -
. Esta licença permite que os reutilizadores distribuam, remixem, adaptem e criem a partir do material em qualquer meio ou formato, desde que a atribuição seja dada ao criador. A licença permite o uso comercial.
No caso de material com direitos autorais a ser reproduzido no manuscrito, a atribuição integral deve ser informada no texto; um documento comprobatório de autorização deve ser enviado para a Comissão Editorial como documento suplementar. É da responsabilidade dos autores, não da REVISTA DE GEOGRAFIA ou dos editores ou revisores, informar, no artigo, a autoria de textos, dados, figuras, imagens e/ou mapas publicados anteriormente em outro lugar.