Mapeamento de clareiras em áreas de exploração madeireira na Amazônia utilizando tecnologias de sensoriamento remoto e machine learning

Autores

DOI:

https://doi.org/10.51359/2238-6211.2025.263037

Palavras-chave:

geoprocessamento, recursos florestais, silvicultura, sustentabilidade, Amazônia.

Resumo

O sensoriamento remoto é amplamente utilizado para o monitoramento das florestas tropicais. No Brasil o Projeto PRODES é uma referência de controle e monitoramento do desmatamento, que fazia uso de imagens Landsat 5 com média resolução espacial (de 10 a 30 m). Ao longo dos anos, outras ferramentas foram aprimoradas, gerando dados de melhor qualidade e em menor tempo. Atualmente, mapas básicos mensais de 64 países tropicais, com alta resolução espacial (de 1 a 5 m), e permitem mapear clareiras na vegetação. Assim, este estudo teve por objetivo avaliar a eficiência das imagens Planet para quantificar clareiras formadas pela exploração madeireira. A área estudada foi uma Unidade de Produção Anual (UPA), na Floresta Nacional do Jamari, sob regime de concessão florestal. As imagens foram tratadas e, em seguida, aplicou-se o Índice de Vegetação da Diferença Normalizada (NDVI) e a classificação supervisionada pelo modelo probabilístico Gaussian mixture model para identificar clareiras provenientes de exploração. Concomitante às imagens de satélite, utilizou-se dados de levantamento de danos a campo coletados pela empresa concessionária. A classificação das imagens apontou 9,43% da área de efetiva exploração da UPA com abertura de dossel e a quantificação dos danos em campo contabilizou, 11,91%. Não foi possível classificar  as clareiras provenientes de ramais de arraste e clareiras de abate com copas pequenas pelas imagens. No entanto, o estudo se mostrou eficaz no monitoramento de clareiras causadas por estradas e abate de árvores com copas grandes. Isso destaca sua importância no controle e monitoramento do desmatamento na Amazônia.

Biografia do Autor

Gean Paulino Montagnolli, Universidade Federal de Rondônia

Mestrando do Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais, Universidade Federal de Rondônia (UNIR), Rolim de Moura/RO.

Carolaine Maia de Souza, Universidade Federal de Rondônia

Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais, Universidade Federal de Rondônia (UNIR), Rolim de Moura/RO.

Suelen Tainã Silva Fagundes, MADEFLONA Industria Madeireira Ltda.

Engenheira Florestal da Empresa Madeflona Industrial madeireira.

Jhony Vendruscolo, Universidade Federal de Rondônia

Doutor em Ciência do Solo (UFPB), Professor do Departamento Acadêmico de Engenharia Florestal, Universidade Federal de Rondônia (UNIR), Rolim de Moura/RO.

Marta Silvana Volpato Sccoti, Universidade Federal de Santa Maria

Doutora em Engenharia Florestal (UFSM), Professora do Departamento de Engenharia Florestal na Universidade Federal de Santa Maria.

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Publicado

22.12.2025

Como Citar

Montagnolli, G. P., Souza, C. M. de, Fagundes, S. T. S., Vendruscolo, J., & Sccoti, M. S. V. (2025). Mapeamento de clareiras em áreas de exploração madeireira na Amazônia utilizando tecnologias de sensoriamento remoto e machine learning. Revista De Geografia, 42(3), 297–317. https://doi.org/10.51359/2238-6211.2025.263037

Edição

Seção

Artigo Científico