Perda e fragmentação da caatinga na APA do Cariri, Estado da Paraíba
DOI:
https://doi.org/10.51359/2238-6211.2026.267564Palavras-chave:
Caatinga, fragmentação, ecologia da paisagem, APA do Cariri, restauração ecológicaResumo
A ocupação histórica do Cariri paraibano, marcada pela pecuária e pela agricultura de subsistência, contribuiu para a supressão progressiva da vegetação nativa. Nesse contexto, foi criada a Área de Proteção Ambiental do Cariri (APA do Cariri), uma das poucas unidades de conservação do Semiárido paraibano. Apesar de sua importância, a dinâmica espaço-temporal da perda e da fragmentação da vegetação nessa área ainda é pouco conhecida. Este estudo avaliou a trajetória de perda e fragmentação da Caatinga na APA do Cariri entre 1985 e 2023, utilizando métricas de paisagem para identificar áreas prioritárias à regeneração. Foram utilizados dados de uso e cobertura da terra do projeto MapBiomas, obtidos por meio da plataforma Google Earth Engine, a partir dos quais foi extraída a classe de vegetação nativa. As análises incluíram métricas de área, fragmentação, forma, isolamento e conectividade funcional, com destaque para o Índice Integral de Conectividade (IIC). Os resultados indicaram redução superior a 50% da cobertura vegetal nativa, acompanhada da formação de fragmentos menores, mais isolados e mais vulneráveis. Dentre os municípios que integram a APA, Cabaceiras destacou-se por apresentar a situação mais crítica em termos de perda e fragmentação da vegetação nativa. Além disso, as porções centrais da APA, embora relevantes para a conectividade da paisagem, concentram fragmentos pequenos e suscetíveis à degradação. Esses resultados reforçam a necessidade de estratégias de restauração ecológica em áreas sob risco de desertificação.
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A ocupação histórica do Cariri paraibano foi marcada pela pecuária e agricultura de subsistência, que resultaram na supressão da vegetação nativa. Como resposta, foi criada a Área de Proteção Ambiental do Cariri (APA do Cariri), uma das poucas unidades de conservação do Semiárido Paraibano. No entanto, a dinâmica espaço-temporal da perda e fragmentação da vegetação nessa área ainda é pouco conhecida. Este estudo avaliou a trajetória de perda e fragmentação da Caatinga na APA entre 1985 e 2023, utilizando métricas de paisagem para indicar áreas prioritárias à regeneração. Foram usados dados do MapBiomas (Coleção 9), processados no Google Earth Engine. As análises aplicaram métricas como área total, número de fragmentos, tamanho médio, índice de forma, distância ao vizinho mais próximo e conectividade funcional (IIC). Os resultados indicaram uma redução superior a 50% da cobertura vegetal, com fragmentos menores, mais isolados e degradados. O município de Cabaceiras apresentou o cenário mais crítico. As regiões centrais da APA, embora relevantes para a conectividade, concentram fragmentos pequenos e vulneráveis. Os achados reforçam a necessidade de estratégias de restauração ecológica em áreas sob risco de desertificação.
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