Do direito à igualdade material: uma análise das espacialidades e dissonâncias na igualdade material de cotas raciais
DOI :
https://doi.org/10.51359/2238-6211.2025.268970Mots-clés :
igualdade material, espacialidade, geografia inclusiva, Direito, comissões de heteroidentificaçãoRésumé
As políticas de ações afirmativas, em particular as cotas raciais, foram implementadas no Brasil como um mecanismo fundamental para corrigir desigualdades históricas e promover a inclusão de grupos historicamente marginalizados, como a população negra, em espaços de poder e educação. A pesquisa apresenta como objetivo geral analisar a eficácia das comissões de heteroidentificação na promoção da igualdade material para pessoas negras em processos seletivos públicos no estado de Pernambuco e avaliando seus impactos sociais, de forma transversal e interdisciplinar. As comissões de heteroidentificação representam um avanço institucional na luta por uma sociedade mais justa e equitativa. Ao adotarem o fenótipo como critério central, elas reconhecem a especificidade do racismo brasileiro e direcionam o benefício das cotas para aqueles que, por suas características físicas, são mais vulneráveis à discriminação. Embora enfrentem desafios inerentes à complexidade racial do país, como a questão do pardo e as tentativas de fraude, a adoção de práticas de transparência, treinamento e diversidade em sua composição confere legitimidade ao processo. O trabalho dessas comissões é, portanto, um pilar fundamental para a concretização da igualdade material e um instrumento indispensável no combate efetivo ao racismo estrutural no Brasil.
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© Francisco Kennedy Silva dos Santos, Cláudio Henrique Rocha Lima, Juliana Cássia de Souza Silva, Vinícius Lucas da Silva, Nadilson Manoel da Silva 2025

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