Jovens quilombolas e a mobilidade do trabalho nas Comunidades da Poça e do Mandira, no Vale do Rio Ribeira de Iguape – São Paulo

Julio Cesar Suzuki, Marcos Henrique Martins

Resumo


A exclusão sempre fez parte da história do negro no Brasil: se antes de forma visivelmente brutal e socialmente aceita, hoje de forma veladamente brutal e socialmente invisível. Um ganho significativo relacionado à história do negro no Brasil está incorporado nos termos do artigo 68 dos Atos das Disposições Transitórias da Constituição Federal de 1988, que declara o direito aos remanescentes das comunidades quilombolas, que estejam ocupando suas terras, da propriedade coletiva e definitiva das mesmas. As novas oportunidades conquistadas pelas comunidades quilombolas apresentam um caráter contraditório: ao mesmo tempo em que buscam garantir a permanência dos remanescentes de quilombo, acabam por facilitar o processo emigratório, especialmente a saída dos indivíduos mais jovens da comunidade, tornando-se assim, em primeiro lugar, mecanismos perversos de expropriação. Neste sentido, procuramos analisar as relações contraditórias estabelecidas pelos jovens quilombolas e os processos de expropriação de que eles participam nas comunidades da Poça e do Mandira.


Palavras-chave


Mobilidade do Trabalho, Jovens Quilombolas, Poça, Mandira.

Texto completo:

PDF

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


INDEXADORES E BASES BIBLIOGRÁFICAS:

  

Dialnet

 

 

 

 

Revista MOVIMENTOS SOCIAIS E DINÂMICAS ESPACIAIS

Universidade Federal de Pernambuco (UFPE); Telefone: +55 (81)2126-7372; E-mail: revistamsde@gmail.com

Recife - Pernambuco - Brasil

 

 Licença Creative Commons

 A Revista Movimentos Sociais e Dinâmicas Espaciais foi licenciada com uma Licença Creative Commons