Condições de trabalho em casas de farinha: continuidade ou mudança no tempo-espaço?

Autores

  • Andrea Daniele Cieniuk Pacheco
  • Solange Laurentino dos Santos Universidade Federal de Pernambuco
  • Cláudio Jorge Moura de Castilho Universidade Federal de Pernambuco

DOI:

https://doi.org/10.51359/2238-8052.2017.229920

Palavras-chave:

Exploração, Mandioca, Situação do Trabalhador.

Resumo

Este estudo tem como objetivo principal identificar, para contextualizar, no espaço-tempo, a situação dos trabalhadores em casas de farinha no nordeste brasileiro, relacionando-a com a realidade das condições dos trabalhadores nas indústrias do século XIX. Foram pesquisados os trabalhadores das casas de farinha que se encontravam em funcionamento no período de investigação, nos meses de maio e junho de 2016. Foi realizada a coleta de dados para conhecimento da situação dos trabalhadores e proprietários, sendo feita entrevista com os trabalhadores. Os resultados indicam que nenhum dos empreendimentos possui licença ambiental e que, durante o processo de beneficiamento da mandioca, os trabalhadores ficam expostos a diferentes riscos físicos, químicos, biológicos, e ergonômicos, os quais podem comprometer a saúde e a integridade física das pessoas. Historicamente, a apropriação pelos detentores do capital (proprietários das casas de farinha) esteve pautada na lógica do sistema capitalista que é a obtenção de lucro, negligenciando a qualidade das condições de trabalho e vida das classes trabalhadoras.

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Publicado

2017-07-25

Edição

Seção

Sociedade e Natureza, Questão Ambiental e Desenvolvimento Territorial Sustentável