Coletivo urbano de ativismo alimentar
estudo de caso de motivações, desafios e limites da ação coletiva
DOI:
https://doi.org/10.51359/2238-8052.2025.266224Palavras-chave:
associativismo civil, participação, consumo sustentável, circuitos curtosResumo
Como contribuição à compreensão das ações coletivas no cenário contemporâneo, este artigo traz o estudo de caso de um coletivo de ativismo alimentar formado por consumidores urbanos, que existiu entre os anos de 2015 e 2017. Os objetivos deste artigo são identificar suas práticas, desafios, limites e motivações para a participação e compreender o que isso informa sobre as possibilidades da ação de pequenos coletivos urbanos na transformação das relações entre sujeitos urbanos e rurais e suas dinâmicas espaciais. Os dados foram coletados por meio de entrevistas com integrantes e análise de documentos produzidos pelo coletivo. Percebeu-se que houve efetiva aproximação de consumidores urbanos e agricultores, reduzindo distâncias e possibilitando relações face-a-face, em espaços de comércio justo e diálogo. Constatou-se que as decisões sobre a participação misturam motivações pessoais e políticas. A horizontalidade, que é uma característica típica de coletivos, foi percebida pelos participantes ao mesmo tempo como fonte de ganhos de experiência para a participação democrática e como limite às tomadas de decisões de encaminhamentos da ação coletiva. A permanência do coletivo mostrou-se o maior desafio, colocando questões sobre a efemeridade dos coletivos.
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