Ritos e rituais

representações no cultivo do arroz orgânico do MST

Autores

DOI:

https://doi.org/10.51359/2238-8052.2026.270464

Palavras-chave:

comunicação , MST, rito , ritual , performance

Resumo

Este artigo investiga o papel dos ritos e rituais no cultivo do arroz orgânico pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), à luz das disputas simbólicas e narrativas travadas com o agronegócio e a mídia hegemônica. A partir de uma abordagem qualitativa e simbólica, fundamentada na teoria dos ritos de passagem de Arnold van Gennep, na noção de communitas de Victor Turner, na crítica de Byung-Chul Han ao desaparecimento dos rituais e no modelo interpretativo de Paulo Nassar sobre comunicação organizacional, o estudo analisa como o MST transforma o ato agrícola em performance política e identitária. A metodologia inclui análise documental e entrevista semiestruturada com Dionéia Ribeiro, assentada e liderança do MST. Conclui-se que os rituais associados ao cultivo e à festa da colheita do arroz agroecológico reforçam a narrativa do MST como produtor de alimentos saudáveis e agente político legítimo, articulando cultura, comunicação e resistência.

Biografia do Autor

Ana Elizabeth Lima Vasconcelos, Universidade de São Paulo (USP)

Doutoranda em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo (USP). Mestre em Comunicação e Mercado pela Faculdade Cásper Líbero (2002) e graduada em Comunicação Social Jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1994). Possui especializações em Teoria da Comunicação (2004) e Design Gráfico (2010).Atua como parecerista da revista científica Extraprensa, vinculada ao Centro de Estudos Latino-Americanos sobre Comunicação e Cultura (Celacc/USP). Desde 1997, é sócia-proprietária e diretora da ECO Editorial, produtora de conteúdo premiada com o Prêmio Aberje de Melhor Revista Externa. Ao longo de sua trajetória profissional, produziu mais de 2 mil edições de revistas segmentadas, participando de todas as etapas do processo editorial da definição de pautas à edição, redação e concepção gráfica. É editora de revistas e livros, com experiência consolidada em comunicação institucional, trade marketing e produção de conteúdos corporativos. Na área acadêmica, leciona no ensino superior desde 1999. Desde 2018, é professora da Universidade São Judas, ministrando disciplinas relacionadas a comunicação nas organizações, redação e edição, grande reportagem multimídia, comunicação pública, design gráfico e identidade visual. Desenvolve, ainda, conteúdos para plataformas digitais e cursos de educação online, com foco em metodologias ativas e ensino híbrido. Sua pesquisa atual concentra-se em movimentos sociais e opinião pública, na Escola de Comunicações e Artes da USP.

Luiz Alberto de Farias, Universidade de São Paulo (USP)

Profesor Titular (2025) e Livre-Docente da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (2018). Pós-Doutorado em Comunicação pela Universidade de Málaga/Espanha (2016). Doutor em Comunicação e Cultura pelo Programa de Pós-Graduação em Integração da América Latina (Prolam) da Universidade de São Paulo (2006). Mestre em Comunicação e Mercado (2000), Especialista em Teoria da Comunicação (1995) e Graduado em Relações Públicas (1990) pela Faculdade Casper Líbero. Graduado em Jornalismo pela Universidade Cruzeiro do Sul (2001). Professor visitante na Universidade de Málaga e professor conveniado como orientador de Doutorado na Universidade Nova de Lisboa (Portugal). Atuou como diretor acadêmico de 2013 a 2016, na Escola de Comunicação e na Escola de Educação, e de 2016 a 2017, da Escola de Ciências Humanas e Sociais da Universidade Anhembi Morumbi (Laureate International Universities), onde também atuou como professor colaborador no programa de pós-graduação Stricto Sensu em Comunicação. É Professor Titular da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, em que ingressou em 2003, onde coordenou o curso de Relações Públicas e atuou como Vice-Chefe e Chefe do Departamento de Relações Públicas Propaganda e Turismo, e atua como professor permanente na Linha 3 do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Ciências da Comunicação (PPGCOM-ECA-USP) desde 2011; foi professor-titular da Faculdade Cásper Líbero, onde coordenou o curso de Relações Públicas; foi professor e coordenador do Curso de Comunicação Social da Universidade Cruzeiro do Sul. Foi professor titular e coordenador do Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social da Universidade Metodista de São Paulo (2018-19). Foi agraciado com a primeira edição do Prêmio Aberje - Educador do Ano ''James Hefernan'', no ano de 2014. É editor da Organicom Revista Brasileira de Comunicação Organizacional e Relações Públicas (Qualis A4) e editor da Revista Interfaces da Comunicação, vinculadas ao CRP-ECA-USP; criou e editou o Jornal Intercom (2008 a 2011); atuou como diretor administrativo da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom), como diretor administrativo e depois como presidente da Associação Brasileira de Pesquisadores de Relações Públicas e Comunicação Organizacional (Abrapcorp); foi vice-presidente de planejamento e presidente da Associação Brasileira de Relações Públicas (ABRP-SP); também atuou como conselheiro-suplente do Conselho Regional dos Profissionais de Relações Públicas 2a. Região (SP/PR). Na Rádio USP co-apresentou o Programa Trilha Profissional de 2012 a 2013. Autor de ''Opiniões voláteis - opinião pública e construção de sentido'' (Ed. Metodista, 2019), co-organizador de ''Opinião pública, comunicação e organizações, organizador de ''Relações Públicas Estratégicas'' (Summus, 2011). Autor de ''A literatura de relações públicas - produção, consumo e perspectivas' (Summus, 2004); co-autor de ''Comunicación estratégica en las organizaciones'' (México-DF: Trillas, 2006), e diversas outras obras como livros e artigos. ORCID: https://orcid.org/0000-0003-3642-4780.

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2026-08-18

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Artigos