FORMAÇÃO PARA A PESQUISA E PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO: TRABALHOS DE CONCLUSÃO DE CURSO DE LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA DA UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO (UPE) (2006 a 2010)

Maurílio Tenório de Oliveira, Hercília Melo do Nascimento, José Luis Simões

Resumo


Introdução: O homem ao buscar conhecer instrumentaliza a humanidade na interpretação do universo, dos fenômenos e das relações, envidando esforços para compreensão da realidade e resolução de contradições do mundo, articulando teoria e prática. A curiosidade aliada à capacidade de ação humana são responsáveis por mudanças profundas na história da humanidade, como a criação de inventos, elevação do pensamento, oferta de serviços e produtos, ressignificação e práticas, etc. Para além, o acúmulo do conhecimento científico permite a grupos ou áreas o exercício do poder social ou político de influenciar o funcionamento do campo de inserção, não se constituindo apenas como indicador de capacidade científica (BERNHEIM; CHAUI, 2008). A formação de massa crítica, desta maneira, enquanto necessidade de desenvolvimento e soberania, exige a constituição de saberes e de trabalhadores que reconheçam o papel da pesquisa no cotidiano, na busca para solução de problemas com adaptabilidade e criatividade, além do reconhecimento do pesquisador como importante agente no processo de conquistas. Rodrigues-Junior et al (2008) elucida que a educação superior tem apresentado condições de responder ao aperfeiçoamento da sociedade através de investidas científicas, contudo é preciso reiterar a inexistência de cenário pautado na universalização. A iniciação científica, entre outras experiências, de resposta e contato social não alcançam todo o segmento estudantil, ao mesmo tempo que editais de financiamento não direcionam-se de forma distributiva entre todas as áreas. Sobrinho (2005) destaca que países agrupados na Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) respondem por 95% das tecnologias e produção científica no mundo contemporâneo. Dos seis bilhões de habitantes, mediante recorte populacional, “apenas 150 milhões participam de atividades científicas e tecnológicas, sendo que 90% desses se concentram nos sete países mais industrializados” (SOBRINHO, 2005, p. 66). Bourdieu (2002) destaca que a educação pode constituir-se como auxiliar na reprodução de desigualdades, sem preencher lacunas das trajetórias e possibilidades dos sujeitos sociais em acessar bens e serviços. A concentração de oportunidades, com a ausência de simetria aprofunda diferenças,  preocupação nos dispositivos nacionais e expectativas de alcance populacional no Brasil. O aumento da massa crítica de pesquisa mostra-se como uma alternativa na superação das desigualdades socioeconômicas no Plano Nacional de Pós-Graduação (PNPG), por exemplo. O Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) também assume relevância em Projetos Pedagógicos Curriculares por possibilitar a expressão de experiências adquiridas no processo formativo e apontar horizontes investigativos para aprofundamento ou continuidade.

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Referências


BERNHEIM, C. T; CHAUÍ, M. S. Desafios da Universidade na Sociedade do Conhecimento: Cinco Anos Depois da Conferência Mundial Sobre Educação Superior. Brasília: UNESCO, 2008; PELLEGRINI, A. M.; PESSÔA FILHO, D. M. Evolução, Tendências e Contribuição do Trabalho de Formatura nos Cursos de Educação Física da UNESP/RC. Motriz, São Paulo, v. 3, n. 1, jun. 1997; SIÉCOLA. M. Apropriação do Conhecimento Científico na Universidade. Rev. das Faculdades Santa Cruz, Curitiba, v. 7, n. 2, jul./dez. 2009; BETTI, M. Educação Física Como Prática Científica e Prática Pedagógica: Reflexões à Luz da Filosofia da Ciência. Rev. bras. Educ. Fís. Esp., São Paulo, v.19, n.3, p.183-97, jul./set. 2005.


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Revista Semana  Pedagógica ISSN 2595-1572 (on line)