INCLUSÃO ESCOLAR DE PESSOA COM DEFICIÊNCIA: QUEM ESTÁ CAPACITADO PARA REALIZAR ESTE TRABALHO?

José Paulo Gomes Teixeira, Rafaella Asfora

Resumo


Introdução: A inclusão objetiva equidade no acesso aos direitos e superação das barreiras impostas por uma sociedade deficitária que perpetua práticas segregativas construídas historicamente. No cenário atual há todo um discurso político e elaboração de políticas públicas sobre a inclusão de Pessoas com Deficiências (PcD) no corpo social e, mais ainda, no âmbito educacional.  No entanto existe um grande desafio para a efetivação destas políticas públicas de inclusão educacional: quem está capacitado para este processo, uma vez que não basta apenas dar acesso aos sujeitos na escola, mas garantir e fomentar sua participação, permanência e aprendizagem? Os sujeitos com deficiências ainda são vistos como doentes, incapacitados, limitados. As Pessoas com Deficiências (PcD) carregam o fardo do preconceito que os segregam e excluem desde a antiguidade, e embora nossa sociedade tenha avançado no que se refere a inclusão destes indivíduos anteriormente excluídos, o preconceito contra eles ainda se preserva. Esta hostilidade gera barreiras no processo de inclusão educacional e na elaboração de práticas pedagógicas inclusivas, uma vez que o olhar para o aluno com deficiência volta-se para o comprometimento orgânico em si e não para um sujeito com especificidades, mas dotado de potencialidades a serem exploradas por estratégias e recursos diferenciados daqueles usualmente conhecidos e utilizados na escola regular. Essa diferença entre os sujeitos da inclusão passa a ser motivo de preconceito e discriminação no ambiente escolar. A informação é uma das principais armas no combate ao preconceito, pois possibilitam que os indivíduos (re) pensem suas práticas, muitas vezes, excludentes, e se posicionem de forma a valorizar a diversidade presente nas escolas. Partindo destas premissas e da necessidade formativa enquanto futuro profissional da Educação, foi realizada esta pesquisa durante o segundo semestre de 2016 numa escola pública onde haviam alunos com deficiências em diferentes turnos e turmas, localizada no bairro da Várzea, Recife-PE. Por meio deste estudo buscou-se apreender como a exiguidade de orientações aos professores para uma educação inclusiva durante a formação docente afeta diretamente o processo de inclusão na escola e preserva práticas segregativas e excludentes.

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Referências


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Revista Semana  Pedagógica ISSN 2595-1572 (on line)