NOSSAS MEMÓRIAS TÊM HISTÓRIA: OS ALUNOS DO PIBID E SUAS NARRATIVAS

Aline Maria da Silva Oliveira, Jéssica Dayane do Nascimento, Raiana Helena Soares de França, Maria Thereza Didier de Morais

Resumo


Resumo: Este trabalho é o resultado das atividades desenvolvidas pelas alunas do curso de Pedagogia, na subárea de História, sob a orientação da professora Maria Thereza Didier de Moraes, em uma turma do 5º ano do Ensino Fundamental da Escola Municipal Darcy Ribeiro localizada no bairro do Cordeiro, Recife - PE, durante o ano letivo de 2017, vinculado ao Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID). Esse trabalho tem como objetivo relatar as narrativas dos alunos da citada escola mediante as ações que tiveram como tema: “Recife: a partir das narrativas e das memórias, eu faço história”. Para fundamentar o aporte teórico, utilizamos os autores Larrosa (2002), Pesavento (2012), Jenkins (2007), Monteiro, Gasparello e Magalhães (2007). Introdução: O trabalho aqui relatado foi desenvolvido através do Programa Institucional de Bolsa de iniciação à docência (PIBID), na subárea de História, sob a orientação da professora Maria Thereza Didier de Moraes, em uma turma do 5º ano do Ensino Fundamental da Escola Municipal Darcy Ribeiro localizada no bairro do Cordeiro, Recife - PE, durante o ano letivo de 2017. Apresentamos como objetivo: relatar as narrativas dos alunos mediante as atividades, que tiveram como tema “Recife: a partir das narrativas e das memórias eu faço história”. A memória no seu sentido amplo evidencia a presença de passado. Ela nos recorda algo que nos permite vivenciar mentalmente o que já aconteceu, nesse sentido, a memória nos aponta uma trajetória histórica acerca do vivido. A memória é algo individual que parte de fatos vivenciados pelo sujeito, ou seja, o sujeito parte de sua vivencia para recordar-se do passado construindo a sua história a partir de sua memória, em compartilhamento com as memórias de outros sujeitos para construção do conhecimento histórico. Se a memória é algo já vivenciado, fica claro a evidência de experiência no percurso traçado. Com as vivências diárias o sujeito forma-se e transforma-se, isto é, a experiência é tudo que nos passa, um rito de passagem, o amadurecimento do sujeito envolve acontecimento que implica em condições de possibilidades para que se faça a experiência. Segundo Larrosa a experiência é o que:

(...) nos passa, o que nos acontece, o que nos toca. Não o que se passa, não o que acontece, ou o que toca. A cada dia se passam muitas coisas, porém, ao mesmo tempo, quase nada nos acontece. Dir-se-ia que tudo o que se passa está organizado para que nada nos aconteça. (LARROSA, 2002, p.21).

A memória para existir precisa ser lembrada, os fatos, que narram um determinado período histórico nos permite entender a história e a sua trajetória até atualmente, nesse sentido, lembrando do passado entendemos o nosso presente e planejamos o nosso futuro, uma construção que evidencia a história como processo de construção do ser humano. As memórias que nos recorda fatos positivos nos acrescentam enquanto sujeitos, porém, há também memórias que recordam vivencias pejorativas, dessa forma, nos faz repensar em um outro percurso.

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Referências


BONDÍA, Jorge Larrosa. Notas sobre a experiência e o saber de experiência. In Revista Brasileira da Educação. Nº. 19. Jan/Fev/Mar/Abr. Rio de Janeiro: ANPED, 2002.

JENKINS, Keith. A história repensada. Keith Jenkins: tradução de Mario Vilela, 3. Ed., 1º reimpressão - São Paulo: Contexto, 2007.

MONTEIRO, Ana Maria F.C., GASPARELLO, Arlette Medeiros, MAGALHÃES, Marcelo de Souza (org.) Ensino de História: sujeitos, saberes e práticas. Rio de Janeiro: Mauad X, Faperj, 2007.

PESAVENTO, Sandra Jatahy. História & História Cultural. Belo Horizonte: Autêntica, 2012.


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Revista Semana  Pedagógica ISSN 2595-1572 (on line)