REVISITANDO AS MEMÓRIAS DO GRUPO ESCOLAR OTAVIANO BASÍLIO HERÁCLIO DO RÊGO, MUNICÍPIO DE LIMOEIRO-PE

Roseane Silva de Souza, Elicia Barros Souza, José Luís Simões

Resumo


Introdução: Este artigo é o resultado da atualização do debate realizado sobre a história das instituições escolares no Brasil, tomando-se por base os achados da investigação realizada acerca do Grupo Escolar Otaviano Basílio Heráclio do Rêgo, no município do Limoeiro-PE. Após verificarmos a documentação levantada no projeto original, resolvemos reescrever um texto que pudesse apontar algumas questões centrais no campo da historiografia da educação, especialmente a partir das evidências institucionais do Estado de Pernambuco, e sua importância estratégica no Nordeste brasileiro. Considerando uma reescrita sobre o objeto institucional de um Grupo Escolar, as fontes aqui arroladas, suportam, essencialmente, o mesmo grau de interpretação quando examinados os documentos, os autores e as teorias pedagógicas aplicadas no recorte temporal compreendido entre 1968 a 1994. E, mesmo sendo reescrita, a essência da memória do Grupo Escolar Otaviano Basílio Heráclio do Rêgo, cumpre com a responsabilidade de apontar significativas representações institucionais do próprio objeto originalmente investigado. Nesta reescrita, incluímos outros documentos como a Lei nº 1.140 de 11 de junho de 1911 e o Regulamento do Ensino Público de Pernambuco de 1912, ampliando-se desta forma, o corpus documental, o campo interpretativo, aliando-se à necessidade de uma apurada reflexão acerca do recorte temporal, bem como dos antecedentes históricos norteadores da implantação das instituições educacionais com as características já mapeadas na historiografia da educação da sociedade brasileira. O Brasil já é signatário de uma considerável produção sobre a história das instituições educacionais que emergiram a partir da proclamação da República, em 1889. Autores como Saviani (2004) têm apontado que os primeiros grupos escolares foram criados no Estado de São Paulo, por volta de 1893, a partir da reunião de várias escolas agrupadas segundo critérios de proximidade, sendo instalados nos centros urbanos. Por outro lado, no Nordeste brasileiro, especialmente no Estado de Pernambuco, os grupos escolares foram criados dezessete anos depois da instalação dessas instituições no Sudeste do país. A Lei nº 1.140 de 11 de junho de 1911 e o Regulamento do Ensino Público, produto da reforma do ensino no Estado, em 1912, criaram o Grupo Escolar João Barbalho, no bairro da Boa Vista, no centro do Recife, e o Grupo Escolar Martins Júnior, no bairro da Torre, determinando, inclusive, que o ensino primário fosse, a partir daquela data, desenvolvido através desse novo formato organizativo de instituição pública. Consideramos que essas instituições ainda carecem de ser devidamente estudas pelo campo.

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Referências


ARÓSTEGUI, Júlio. A Pesquisa histórica: teoria e método. Trad. Andréa Dora. Bauru, SP: Edusc, 2006. BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70, 2007. 2012. FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2005SAVIANI, Dermeval. O Legado educacional do “longo século XX” brasileiro. In.: SAVIANI, Dermeval. (Org.). O legado educacional do século XX no Brasil. Campinas: Autores Associados, 2004.


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Revista Semana  Pedagógica ISSN 2595-1572 (on line)