TRABALHAR AS DIFERENÇAS É PROMOVER A EDUCAÇÃO: A EXPERIÊNCIA EXTENSIONISTA DO NUCH-UFPE

Mitz Helena de Souza Santos, Robson Guedes da Silva, Diogo Pedro da Silva Fernandes, Isabella Júlia Santana da Silva

Resumo


O Brasil historicamente vem se apresentando como o país que mais mata a população LGBTQI+, ou seja, a LGBTfobia é uma realidade social e como iniciativa de combate a violência contra esse grupo social marginalizado, surge em 2004 em âmbito federal o programa Brasil sem Homofobia, visando debater acerca do preconceito e da violência que cotidianamente a sociedade brasileira negligenciava iniciar/efetivar. O Núcleo de Cidadania Homossexual da Universidade Federal de Pernambuco-NUCH/UFPE, nasce da necessidade de pensar como a universidade deve articular saberes em torno de suas práticas de ensino, pesquisa e extensão que advoguem plena cidadania a corpos socialmente subalternizados: corpos lésbicos, gays, bissexuais, travestis, transexuais, intersexuais, pessoas não-binárias, queers. Como projeto de extensão “trabalhar as diferenças é promover a educação”, o NUCH-UFPE empreende suas atividades buscando construir possibilidades teórico-práticas de gênero e sexualidade na educação, compreendendo como igualmente importante a discussão sobre direitos humanos e cidadania LGBTQI+. Situado no Centro de Educação compreende como um eixo importante de suas atividades a formação de estudantes, técnicos, professores e funcionários da universidade, bem como, a sociedade civil, percebendo os movimentos sociais e ONGs como por exemplo, o Movimento Negro Unificado de Pernambuco-MNU/PE e o Movimento LGBT de Terreiro, como importantes parceiros na construção coletiva de saberes que corroborem uma educação para o respeito às diferenças. A escola neste sentido, se apresenta como um espaço onde por meio de suas práticas pedagógicas, muitas vezes corpos LGBTQI+ são marginalizados e violentados. Louro (1997), argumenta que a escola produz em seu cotidiano desigualdades, distinções e diferenças. O Centro de Educação se torna, partindo desse pressuposto, um espaço extremamente importante de produção de saberes que visem possibilitar a construção de uma identidade docente politicamente comprometida com o combate a LGBTfobia no cotidiano escolar. Dessa maneira, esta pesquisa abraça como objetivo descrever as contribuições do NUCH-UFPE, através das suas práticas extensionistas, tendo como fundamental importância estabelecer um amplo debate sobre gênero e sexualidade na educação

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Referências


LOURO, G. L. Gênero, sexualidade e educação. Uma abordagem pós-estruturalista. Petrópolis: Vozes, 1997.

SILVA, R.; SILVA, I. J.; FERNANDES, D. P. S. Educação sexual: caminhos pedagógicos de gênero e sexualidade no Ensino Médio. Revista Educação e Transformação, v. 3, n. 1, p. 35-48, jan./ jul. 2018.

UNESCO. Diversidade Sexual na Educação: problematizações sobre a homofobia nas escolas – Junqueira, Rogério Diniz (organizador). Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade, 2009.


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Revista Semana  Pedagógica ISSN 2595-1572 (on line)