ENJEITADAS (E) DOMÉSTICAS: SOBRE ESCRAVIDÃO, LIBERDADE E DOMESTICIDADE. RECIFE, 1830 – 1870

Autori

  • Tatiana Silva Lima UFPE

Abstract

Este artigo discute uma das categorias e relações sócio-culturais entre as trabalhadoras domésticas e os seus senhores, patronos e patrões no Recife de 1830 a 1870. Neste sentido, a historiografia nacional e internacional identifica vínculos entre trabalho doméstico e parentesco, ou seja, era comum que agregados, filhos ilegítimos e concubinas dos donos da casa se ocupassem dos serviços domésticos. A partir de uma pesquisa sobre o termo doméstico, argumentamos que, no Recife, entre 1830 e 1870, a referida palavra podia corresponder a criança abandonada e criada em residência particular onde vivia como agregada (livre) ou escrava, prestando algum serviço da casa. Neste contexto, formas de hierarquias e dominações teimavam em se atualizar, profundamente marcadas pela domesticidade.

Pubblicato

2011-08-18