O LÚDICO-SAGRADO DAS FESTAS EM CONCEIÇÃO DAS CRIOULAS
Abstract
Aparentemente parece não existir relação entre o lúdico e o sagrado, no entanto a partir das minhas observações essa é uma relação perfeitamente possível nos eventos festivos da comunidade de Conceição das Crioulas. Entendo que não é possível aproximar-se das experiências cotidianas e das estratégias de ação social de um grupo, desconsiderando sua religiosidade, já que é elemento presente na cultura desse povo. Para compreender a construção das identidades sociais é necessário conhecer suas práticas cotidianas, percepcionar sua memória coletiva, via narrativas de seus habitantes, que se encontram atravessadas por um imaginário mítico-religioso. Em Conceição, observa-se uma indiferenciação lúdico-sagrada, já que as práticas religiosas convivem juntas com as festas profanas, o que revela singular aspecto da dinâmica cultural dessa comunidade: a fé e a festa são inseparáveis.
Riferimenti bibliografici
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Para compreender e se aprofundar no assunto leia Mircea Eliade (2000, p. 17) que em seu livro intitulado “O Sagrado e o Profano” diz que “a primeira definição que pode dar-se do sagrado é que ele se opõe ao profano”. Por sua vez Roger Callois (1979, p. 19) em “O homem e o sagrado”, informa que “estes dois mundos, o do sagrado e o do profano apenas se definem rigorosamente um pelo outro. Excluem-se e supõem-se”. Já para Rudolf Otto (1985, p. 6) em seu livro o “Sagrado” explicita que “o sagrado não pode ser definido, nem ensinado; deve ser evocado ou despertado no sentimento e descrito por analogia ou metáfora”.
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CARVALHO, op. cit., p. 4
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JORNAL CRIOULAS, op. cit., p. 8
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SOUZA, op. cit., p. 29-30
LEITE, op. cit., p. 75
SEGATO, op. cit., p. 98
CARVALHO, pó cit., p. 6
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LEITE, op. cit., p. 78-79
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