UM PERNAMBUCO QUE SE QUER EUROPEU: REPRESENTAÇÕES DA CULTURA FRANCESA NO RECIFE OITOCENTISTA E SUAS APLICAÇÕES

John Kennedy Ferreira da Luz

Resumo


O corrente texto tem por objetivo expor a assimilação de variados aspectos da cultura europeia, notadamente a francesa, pela sociedade recifense do século XIX, bem como as representações sociais criadas e a aplicação prática resultante desse processo. Tal fenômeno se evidencia a partir da primeira década do dito século, catalisado pelo estabelecimento da corte portuguesa no Brasil e a política comercial bragantina. Como cidade portuária, Recife logrou contato direto e prolongado com culturas estrangeiras, nas quais se inspirava a nascente burguesia urbana, em uma busca por status que levava à imitação dos usos e costumes da Europa. Durante o período imperial, no governo provincial do Conde da Boa Vista, o afrancesamento é incorporado às instituições públicas e à legislação, em uma clara tentativa de moldar o comportamento civil em um meio urbano que se pretendia modernizar. Posteriormente, a filosofia positivista da Primeira República, associando a cultura, a ciência e a tecnologia francesas ao processo evolutivo da humanidade, utiliza-se das mesmas para promover um projeto civilizatório, o que, na capital pernambucana, evidenciou-se não apenas na intensificação dos usos e costumes franceses, mas na literal reconstrução de partes significativas da cidade – como bem mostra o projeto de reforma do Porto do Recife.

Palavras-chave


Recife; Cultura francesa; Representações culturais; Modernização

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