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				<journal-title>Revista Tópicos Educacionais</journal-title>
				<abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Centro de Educação - CE - Universidade
					Federal de Pernambuco - UFPE</abbrev-journal-title>
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			<article-id pub-id-type="doi">10.51359/2448-0215.2019.244555</article-id>
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					<subject>Artigos</subject>
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				<article-title>Uma abordagem sobre o pedagogo no ambiente hospitalar</article-title>
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					<trans-title>An approach on the pedagogue in the hospital
						environment</trans-title>
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				<year>2021</year>
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				<season>Jan-Jun</season>
				<year>2019</year>
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			<volume>25</volume>
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			<fpage>78</fpage>
			<lpage>92</lpage>
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						unrestricted noncommercial use, distribution, and reproduction in any medium
						provided the original work is properly cited.</license-p>
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			</permissions>
			<abstract>
				<sec>
					<title><bold>RESUMO</bold>:</title>
					<p>O presente artigo resulta de experiência em um espaço de educação não
						escolar. Em que procuramos refletir a importância do pedagogo no ambiente
						hospitalar, bem como sua importância na saúde da criança hospitalizada. Tal
						trabalho teve como ponto de partida estudo de autores como Libânio (1999),
						Gohn Maria (2010). Desse modo, tivemos oportunidade de compreender o que
						rege na Lei de Diretrizes e Base da educação de 9.394/96, tendo a
						oportunidade de relacionar teoria e prática, e refletir visões acerca da
						necessidade do pedagogo e suas concepções diante das intervenções no espaço
						não formal.</p>
				</sec>
			</abstract>
			<trans-abstract xml:lang="en">
				<sec>
					<title>ABSTRACT:</title>
					<p>This article is the result of experience in the area of school education. In
						which we seek to reflect the importance of the educator in the hospital
						environment as well as your importance in the health of the child in the
						hospital. This work had as its starting point study of authors such as
						Libanius (1999), Maria Gohn (2010). In this way, we had the opportunity to
						understand what governs the law of guidelines and educational Base of
						9,394/96, having the opportunity to relate theory and practice, and reflect
						visions about the need of the educator and their ideas on interventions in
						non formal space.</p>
				</sec>
			</trans-abstract>
			<kwd-group>
				<title>Palavras - Chave:</title>
				<kwd>Educação não Escolar</kwd>
				<kwd>Pedagogia Hospitalar</kwd>
				<kwd>LDB</kwd>
			</kwd-group>
			<kwd-group>
				<title>Keywords:</title>
				<kwd>Education not school</kwd>
				<kwd>Hospital pedagogy</kwd>
				<kwd>LDB</kwd>
			</kwd-group>
		</article-meta>
	</front>
	<body>
		<sec sec-type="intro">
			<title>Introdução</title>
			<p>O presente artigo foi realizado no Hospital de Urgência de Teresina Dr. Zenon Rocha
				(HUT) que foi inaugurado em maio de 2008 e está situado na rua Dr. Otto Tito nº
				1820, bairro Redenção. É um hospital geral, público, municipal e especial, possuindo
				uma área construída de 15.557,76 m², ocupando 60,72% do terreno, sendo 8.890,02 m²
				no pavimento térreo, 6.667,74 m² no pavimento superior e 425,75 m² nos anexos, com
				predomínio da estrutura horizontal em relação à vertical. Possui também uma
				brinquedoteca para crianças da enfermaria pediátrica. Está programado para
				atendimento de urgência e emergência com um total de 289 leitos. Possui residência
				médica regulamentada, servindo de campo de estágio e internato para os cursos de
				medicina.</p>
			<p>O interesse pelo estudo surgiu da questão de refletir a necessidade do pedagogo no
				ambiente hospitalar, relacionando o que rege na <xref ref-type="bibr" rid="B8">Lei
					de Diretrizes e Base da educação de 9.394/96</xref>, com a prática dentro do
				Hospital de Urgência de Teresina - HUT. Tendo essa necessidade do pedagogo no HUT,
				buscou-se através da constituição subsídios para assegurar que a atuação do pedagogo
				é de suma importância neste hospital, pois alcança melhoras significativas no
				processo de internação da criança debilitada.</p>
			<p>Na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional podemos verificar que, sua base é a
				Constituição Federal de 1988, porém, observamos que a LDB informa de uma maneira
				mais detalhada como a educação para todos deve ser feita e com quais bases. Sendo,
				pois, a educação um direito de toda e qualquer criança e adolescente, inferimos que
				as crianças e adolescentes que estejam hospitalizadas também devem ter garantido
				esse direito. A esse respeito, foram decretadas algumas leis, como a Lei nº 1.044/69
				(que dispõe sobre tratamento excepcional para alunos portadores de afecções, em suas
				residências) e a Lei nº 6.202/75 (que discorre sobre exercícios domiciliares às
				estudantes gestantes), mas nada específico para as classes hospitalares.</p>
			<p>Só na década de 90 que, no Brasil foram criadas leis especifica para a “Classe
				Hospitalar”, por meio das quais houve um olhar especifico para esta necessidade. Até
				então, as classes hospitalares eram regidas pela Constituição Federal de 1988 e pela
					<xref ref-type="bibr" rid="B8">LDB 9.394/96</xref>, apenas com base na ideia de
				que a educação é para todos.</p>
			<p>A classe hospitalar está inserida na <xref ref-type="bibr" rid="B8">LDB
					9.394/96</xref> como educação especial, em uma visão de educação inclusiva.
				Atualmente, incluem-se alunos com necessidades educacionais especiais os deficientes
				mentais, auditivos, físicos, com deficiências motoras e múltiplas, síndromes no
				geral e os que apresentam dificuldades cognitivas, psicomotoras e de comportamento,
				além daqueles alunos que estão impossibilitados de frequentar as aulas em razão de
				tratamento de saúde que implique internação hospitalar ou atendimento
				ambulatorial.</p>
			<p>O trabalho pedagógico em hospitais apresenta diversas interfaces de atuação e está na
				mira de diferentes olhares que o tentam compreender, explicar e construir um modelo
				que o possa enquadrar. No entanto, é preciso deixar claro que tanto a educação não é
				elemento exclusivo da escola quanto à saúde não é elemento exclusivo do hospital. O
				hospital é inclusive, segundo definição do Ministério da Saúde, um centro de
				educação.</p>
			<p><disp-quote>
					<p>Hospital é a parte integrante de uma organização médica e social, cuja função
						básica consiste em proporcionar à população assistência médica integral,
						curativa e preventiva, sob quaisquer regimes de atendimento, inclusive o
						domiciliar, constituindo-se também em centro de educação, capacitação de
						recursos humanos e de pesquisas em saúde, bem como de encaminhamento de
						pacientes, cabendo-lhe supervisionar e orientar os estabelecimentos de saúde
						a ele vinculados tecnicamente. (Brasil, 1977, p. 3.929).</p>
				</disp-quote></p>
			<p>A identidade de ser criança é, muitas vezes, ligada numa situação de internação, em
				que a criança se vê numa realidade diferente da sua vida cotidiana. O papel de ser
				criança é sufocado pelas rotinas e práticas hospitalares que tratam a criança como
				paciente, como aquele que inspira e necessita de cuidados médicos, que precisa ficar
				imobilizado e que parece alheio aos acontecimentos ao seu redor. Neste cenário é que
				buscamos compreender o papel da educação, bem com a atuação do pedagogo ou de quem
				exerce a função e os projetos para cuidar não somente da saúde da criança, mas da
				sua educação enquanto está afastada da escola sistematizada.</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>Fundamentos legais sobre a prática no hospital de urgência de
				teresina-hut</title>
			<p>O pedagogo possui um papel muito importante na educação, e nos hospitais não é
				diferente. Hoje, sabemos que muitas crianças e adolescentes que estão internadas e
				que ficam em um longo período de tempo, muitas vezes perdem o ano letivo por
				permanecerem hospitalizados. Nesse sentido, o pedagogo neste espaço, tem papel um
				fundamental dentro da educação, pois tem como intenção acompanhar a criança ou
				adolescente no período de ausência escolar.</p>
			<p>O pedagogo hospitalar pode proporcionar à criança a vivência escolar, mesmo não
				estando de fato dentro da escola, o professor, neste caso, precisa ter um
				planejamento organizado e flexível que atenda às necessidades das crianças e
				adolescentes. O ambiente hospitalar deve ser acolhedor, ter um espaço pedagógico
				alegre e fazendo com que a criança ou adolescente melhorem em todos os âmbitos,
				tanto emocionalmente e fisicamente. Podemos ver que está assegurado na constituição
				federal de 1988, que a educação é um direito de todos e dever do estado. Assim,
				segundo o artigo 205:</p>
			<p><disp-quote>
					<p>“A educação é direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida
						e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno
						desenvolvimento da pessoa, seu preparo para exercício da cidadania e sua
						qualificação para o trabalho”.</p>
				</disp-quote></p>
			<p>A partir do que é determinado pela constituição, podemos entender que a educação é
				direito de todos em quaisquer circunstâncias que a necessite, sendo, pois a educação
				um direito de todos.</p>
			<p>Na LDB - Leis de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, <xref ref-type="bibr"
					rid="B8">Lei 9.394/96</xref>, a educação também é considera direito de todos da
				seguinte forma:</p>
			<p>TÍTULO II</p>
			<p>Dos Princípios e Fins da Educação Nacional</p>
			<p><disp-quote>
					<p><bold>Art. 2º.</bold> A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos
						princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por
						finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício
						da cidadania e sua qualificação para o trabalho.</p>
				</disp-quote></p>
			<p><disp-quote>
					<p><bold>Art. 3º.</bold> O ensino será ministrado com base nos seguintes
						princípios:</p>
					<p><bold>I</bold> - igualdade de condições para o acesso e permanência na
						escola;</p>
					<p><bold>II</bold> - liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a
						cultura, o pensamento, a arte e o saber;</p>
					<p><bold>III</bold> - pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas;</p>
				</disp-quote></p>
			<p>Na lei de diretrizes e bases da educação nacional podemos perceber com mais detalhes
				a forma como a educação é garantida para todos e em que princípios deve se
				fundamentar.</p>
			<p>Partindo do pressuposto que a educação é direito de todos, a criança hospitalizada
				também tem direito ao acesso à educação nas condições em que se encontra, podendo
				esta, contribuir assim para o seu bem-estar durante a hospitalização, como também
				forma de garantir a criança o direito a dar continuação dos seus estudos em
				situações de enfermidades.</p>
			<p>Dentre as leis que apoiam a educação hospitalar podem ser destacados mais
				especificamente a lei dos Direitos das Crianças e Adolescentes Hospitalizados,
				através da <xref ref-type="bibr" rid="B11">resolução n° 41 de 13/10/1995</xref>, em
				seu artigo 9, ressalta que a criança hospitalizada tem “Direito a desfrutar de
				alguma forma de recreação, programas de educação para a saúde, acompanhamento do
				curriculum escolar, durante sua permanência hospitalar”.</p>
			<p>Pode ser percebido que as leis que regem a pedagogia hospitalar, ou seja, a
				assistência educacional a criança hospitalizada visam integrar a criança doente no
				seu novo modo de vida com acompanhamento educacional especializado. Apesar de ainda
				haver muitas dificuldades no cumprimento das leis em relação à proteção à saúde e a
				educação da criança enferma, a pedagogia hospitalar está ganhando cada vez mais
				espaço e reconhecimento.</p>
			<p>No entanto, a educação ainda não é oferecida da forma como deveria nos hospitais, ou
				ainda quando existe pode ser desenvolvida por profissionais de outras áreas,
				deixando assim prejudicada a atuação do pedagogo hospitalar e das crianças que
				necessitam dessa educação, ou seja, mesmo que a pedagogia hospitalar venha se
				expandindo o pedagogo ainda não é tão atuante no espaço do hospital, necessitando
				assim de mais políticas públicas que possam desenvolver a prática do que está sendo
				proposto nas leis.</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>Concepções teóricas acerca do pedagogo no espaço hospitalar</title>
			<p>Antes o pedagogo somente ocupava o espaço nas instituições de ensino, mas essa
				realidade se reverteu, decorrente das transformações ocorridas na sociedade, este
				profissional passou a ser de suma importância em outros ambientes, podendo atuar em
				empresas, nas quais estará trabalhando na reabilitação profissional, humanização,
				qualidade de vida, relações interpessoais, orientação e reorientação profissional.
				Este profissional poderá agir também em Ongs, prestando serviço a organizações
				governamentais e não governamentais. Nessas entidades realizam atividades com
				projetos que visem às novas perspectivas para a vida em sociedade, como o resgate da
				autoestima e da alegria de viver em grupo. Executando dessa forma um trabalho que se
				diz não formal, ou seja, o não submerge a escola propriamente dita.</p>
			<p>Segundo a autora <xref ref-type="bibr" rid="B7">Gohn Maria (2010)</xref>, caracteriza
				a educação formal como aquela desenvolvida nas escolas, com conteúdo previamente
				demarcado; a educação não formal é aquela que se aprende “no mundo da vida”, via os
				processos de compartilhamento de experiências, principalmente em espaços e ações
				coletivos cotidianos; a educação informal é conceituada como que os indivíduos
				aprendessem durante seu processo de socialização gerada nas relações e
				relacionamentos entre e extrafamiliar.</p>
			<p>A educação não formal pôde ser efetivada de fato, com a Lei de Diretrizes e Bases da
				Educação Nacional (LDBEN), de 1996, onde abriu caminhos institucionais aos processos
				educativos que correram em espaços não formais ao definir a educação como aquela que
				abarca “processos Formativos” que se desenvolvem na vida familiar, na convivência
				humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e
				organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais. Foi a partir daí que
				a educação “não formal” atingiu vários campos institucionais, inclusive no ambiente
				hospitalar. “O aspecto educativo diz respeito à atividade de educar propriamente
				dita, à relação educativa entre agentes, envolvendo objetivos e meios de educação e
				instrução, em várias modalidades e instancias.” (LIBÂNIO, 1999).</p>
			<p>Em outras palavras pode dizer que, se a educação é predominante nos mais diferentes
				ambientes educativos e pedagógicos, e tendo em vista que a mesma se coloca como
				objeto de estudo da pedagogia, concorda-se então que uma multiplicidade de pedagogia
				para cada espaço e uma formação profissional especifica para cada uma. Desse modo, a
				educação é assinalada por sua contenção de que para o exercício educativo não existe
				impedimento, assim, o campo pesquisado da educação passa a ser aceito como extenso e
				diversificado (<xref ref-type="bibr" rid="B1">BRANDÃO, 1995</xref>).</p>
			<p>Seguindo este raciocínio, trabalhar com a análise da Pedagogia em outros espaços, é
				colocar no cenário da Pedagogia contemporânea a proposta de intervenção de Pedagogos
				nas várias esferas da educação para o enfrentamento dos desafios evidenciados pelas
				novas realidades do mundo atual.</p>
			<p>Adentrando para o contexto da ação educativa hospitalar este denominada um espaço não
				formal e eixo central de nosso estudo, podemos afirmar que tal ação, passa a compor
				as diversas transformações pelas as quais nosso país vem passando na tentativa
				dicotômica de colocar a educação e a saúde como direito de todos os cidadãos, pois
				mesmo reconhecida legalmente, ainda persiste o desapego nesse espaço e na academia.
				Sendo que uma das funções do pedagogo no ambiente hospitalar é o de estimular o
				crescimento intelectual e afetivo, além de favorecer a continuidade de aprendizagem
				escolar e reintegração das crianças à escola de origem, mesmo estando doentes elas
				continuam se desenvolvendo.</p>
			<p>Atualmente, a Pedagogia Hospitalar como artifício pedagógico é uma realidade no vasto
				campo de atuação do pedagogo na sociedade contemporânea. Em muitos casos funciona
				como parceria entre hospital, universidade através dos estágios. Nesse caso, a
				universidade enquanto parceira cumpre também com o seu papel intencionista e social,
				com nos lembra o teórico <xref ref-type="bibr" rid="B9">Stori (2003, p.
					30-31)</xref>:</p>
			<p><disp-quote>
					<p>[...] o que distingue a Universidade, diferenciando de tantas outras
						instituições de ensino e pesquisa, é a sua capacidade de fazer analises,
						diagnosticar problemas e produzir novos conhecimentos, estendendo sua
						influência e ação à sociedade que a cerca e abriga. No entanto, ensino,
						pesquisa e extensão, os três eixos são definidores do seu papel, tem sido de
						grande desafio das instituições de ensino superior não só brasileiras, como
						internacionais, constituindo, no entanto, lugar comum pensar a Universidade
						em relação às suas três funções básicas. A elas, acrescentaremos a formação
						de profissionais de diferentes carreiras e áreas do conhecimento.</p>
				</disp-quote></p>
			<p>A amplitude que ocorre na relação de profissionais de áreas diferentes destacado por
					<xref ref-type="bibr" rid="B9">Stori (2003)</xref>, e que entre o profissional
				pedagogo e os profissionais de saúde, é a pura expressão de uma pratica
				transdisciplinar entre áreas e saberes científicos que se cruzam e dialogam.</p>
			<p>É nesse novo paradigma que pretendemos criar condições para que desenvolva um novo
				cenário de pratica cientifica, em uma perspectiva transdisciplinar que permite e
				respeita a diversidade.</p>
			<p>A prática do pedagogo na Pedagogia Hospitalar poder ser exercida em ações inseridas
				nos projetos e programas nas seguintes modalidades de cunho pedagógico e formativo:
				nas unidades de internação; na ala de recreação do hospital; para as crianças que
				necessitarem de estimulação essencial; com classe hospitalar de escolarização para
				continuidade dos estudos e também no atendimento ambulatório.</p>
			<p>A pedagogia hospitalar também procura proporcionar assessoria e atendimento emocional
				e humanístico tanto para o paciente, seja criança ou adolescente como para família
				que muitas vezes apresentam problemas de ordem psico/afetiva que podem prejudicar na
				adaptação no espaço hospitalar, mas de forma bem de diferente do psicólogo. Sendo
				que a prática do pedagogo se constitui com base das variedades atividades lúdicas e
				recreativas como a arte de contar história, brincadeiras, jogos, dramatização,
				desenhos e pinturas, a continuação dos estudos no hospital. <xref ref-type="bibr"
					rid="B5">Gonçalves (2007, p. 350)</xref> diz que “as crianças mais afetadas pela
				hospitalização costumam desenvolver alterações psicopatológicas e características
				graves, como imaturidade afetiva e perturbação na identificação”. Eis aqui, o porquê
				de mais uma vez destacar a importância do atendimento pedagógico hospitalar, tendo
				em vista esse atendimento contribui positivamente para o resgate da autoestima dos
				hospitalizados.</p>
			<p>Os desafios acerca da pratica pedagógica hospitalar são inumeráveis, lidar com a
				destreza, sofrimento, com a dor, angústia e tristeza das crianças não é uma tarefa
				fácil. Além de ter que conquistá-la para aceitar o convite para ir à escola, faz o
				pedagogo um ser pensante de estratégias inovadoras e inteligentes.</p>
			<p>É importante salientar que o pedagogo hospitalar não estará sozinho na hora de
				desempenhar sua prática profissional. Em se tratando de um ambiente hospitalar,
				todos os entes profissionais trabalharão em conjunto para melhor atender as
				necessidades de todos os enfermos. Para essa discursão <xref ref-type="bibr"
					rid="B5">González (2007, p.349)</xref> aponta que:</p>
			<p><disp-quote>
					<p>São muitos os profissionais envolvidos nas atividades de pedagogia
						hospitalar, fundamentalmente professores e pedagogos. Em primeiro lugar,
						deve haver uma colaboração interdisciplinar entre todos eles, extensiva a
						médicos e enfermeiras, psicólogos, assistentes sociais, animadores
						socioculturais e demais profissionais em contato com a criança docente e
						hospitalizada, sem esquecer o trabalho dos voluntários.</p>
				</disp-quote></p>
			<p>No entanto, o que se deve refletir é que “ensinar exige reflexão crítica sobre a
				prática” (<xref ref-type="bibr" rid="B4">FREIRE, 1996</xref>, p.38) e que é não
				adianta somente ensinar por ensinar, é imprescindível que se deposite amor, carisma
				e respeito pelo que se faz.</p>
		</sec>
		<sec sec-type="methods">
			<title>Procedimentos metodológicos</title>
			<p>A inquietação em torno da temática “O pedagogo no ambiente Hospitalar: Uma abordagem
				sobre o hospital de Urgência da zona Sul de Teresina -PI “se deu partir da
				disciplina de Metodologia e Contexto da Ação Pedagógica, ministrada pela Professora
				Luciana Araújo”. O cumprimento dessa pesquisa descritiva de natureza qualitativa
				forma a delimitação do objeto em questão através da observação e de questionamentos
				acerca da atuação do Pedagogo em espaço não escolar, levantando dados perante a
				necessidade neste profissional no determinado ambiente.</p>
			<p>Para execução deste trabalho que resultou no referido artigo se deu a partir de dois
				momentos: o primeiro passo foi à realização da visita na entidade; o segundo momento
				foi realizar algumas investigações bibliográficas e um estudo sobre o que rege a LDB
				acerca da importância do pedagogo no ambiente hospital. Foi elaborado perguntas,
				para direcionar a pesquisa e facilitar a organização dos dados.</p>
			<p>Em seguida, a equipe encaminhou-se para visita ao ambiente educativo no caso a
				brinquedoteca, onde foi aplicado um questionário a gerente de enfermagem da Clínica
				Pediátrica da entidade, retratando a respeito das estratégias de ensino e indagações
				sobre o que o pedagogo vem a contribuir para a prática educativa neste espaço. Foi
				utilizado gravações de áudio e transcrição das informações para melhor qualidade dos
				resultados. Nas seções a seguir serão mostrados os entraves da lei em bases legais
				acerca da importância do pedagogo no ambiente hospitalar e posteriormente teremos
				exposto os resultados da observação e analises dos dados tendo como norteador a
				LDB.</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>Vivência no hospital de urgência de Teresina - HUT</title>
			<p>O interesse em realizar essa pesquisa surgiu com o intuito de refletir se o trabalho
				do pedagogo está de fato presente nos hospitais, mais especificamente no Hospital de
				Urgência da Zona de Sul de Teresina. A princípio foi realizado uma visita ao local e
				feito alguns questionamentos a enfermeira do hospital que faz o papel do pedagogo
				hospitalar, M.C. gerente de enfermagem da clínica pediátrica no qual desenvolve um
				trabalho admirável com uma equipe de voluntários de várias instituições de ensino
				superior de Teresina, e ainda de funcionários que disponibilizam seu tempo livre nas
				atividades nos projetos desenvolvidos; conta ainda com o desenvolvimento de
				atividades dos Projetos específicos como Doutores do Riso e o Mundo Colorido de
				iniciativa de Faculdades particulares e da Universidade Federal do Piauí.</p>
			<p>A mesma nos informou que durante a permanência das crianças no hospital, além da
				parte da assistência da enfermagem, juntamente com a assistente social, psicólogos e
				a própria equipes de enfermagem tentam efetivar seu trabalho a partir de reuniões,
				visando sobre quais ações querem desenvolver e aproveitam as temáticas do mês, por
				exemplo: carnaval, semana, festas juninas, fazendo uma parte educativa em relação às
				ações recreativas. Buscando assim, diariamente fazer questões de orientação sobre
				limpeza, higiene, alimentação.</p>
			<p>Desse modo, ao ser questionada sobre o objetivo do trabalho pedagógico realizado no
				Hospital, a mesma relata que:</p>
			<p><disp-quote>
					<p>“O objetivo principal que norteia a gente é a questão da humanização e da
						assistência. Porque a gente sabe que a partir do momento que a gente dar
						resolutividade, faz eles se sentirem melhor a gente consegue uma melhor
						adesão ao tratamento, consegue criar confiança e ai a gente consegue
						desenvolver a assistência com mais facilidade e faz com que eles não sofram
						tanto Por estar num ambiente hospitalar. Dando ênfase sobre o processo
						educativo explicando os benefícios da higiene e nutrição”.</p>
				</disp-quote></p>
			<p>Estas ações são desenvolvidas ao longo do ano, mas não voltadas somente para
				recreação, como também para a parte educativa em si, com a intenção de educar a
				criança e a mãe, porque muitas vezes é percebido que a própria família não tem muita
				instrução.</p>
			<p>De acordo com a fala da enfermeira, há uma brinquedoteca no hospital, onde as
				atividades que são desenvolvidas com as crianças promovem benefícios para ambas às
				partes, tanto para as crianças como para os profissionais da saúde que ali atuam com
				as crianças e aliviam o stress da internação. Como o trabalho educativo não depende
				somente da equipe hospitalar, a Gerente do setor de pediatria nos afirmou que tal
				processo não é direcionado apenas as crianças, como também para os acompanhantes,
				direcionando assuntos sobre os hábitos de higiene e alimentação.</p>
			<p><disp-quote>
					<p>as mães principalmente porque a gente sabe que as crianças se exemplam no que
						elas fazem, o que elas vêem dentro de casa, então a gente consegue melhorar,
						mudar um pouco a mentalidade dos pais, eles vão se espelhar nos pais para
						estarem desenvolvendo as mesmas coisas. A partir do momento que a gente esta
						falando pra todos eles estão ouvindo e ai depois a criança, já chegou casos
						de eu dizer gente quem jogou essas frauda suja nesse lixeiro, esse lixeiro é
						de soro? Ai a criança: foi minha mãe, eu disse pra ela que não podia,
						entendeu. (relato da gerente do setor pediátrico)</p>
				</disp-quote></p>
			<p>As crianças em ambiente de internação, pelo ambiente hospitalar, estão em situação de
				tratamento, por conto disso, as crianças se encontra marcada pelo estresse,
				tristeza, dor. Com as atividades desenvolvidas, cria um vínculo maior com a equipe
				médica e o paciente, o que favorece um clima de receptividade com o tratamento
				médico, promovendo o bem estar delas.</p>
			<p>Esse trabalho realizado no hospital, a partir da presença de uma brinquedoteca em um
				ambiente hospitalar é um modo de trabalho humanizado, em atendimento a normatização
				da lei 11.104 de 2005 que regulariza a existência de brinquedotecas em hospitais com
				atendimento pediátrico em regime de internação.</p>
			<p>
				<xref ref-type="bibr" rid="B8">De acordo com a lei 11.104 de 2005</xref>, artigo 2º
				o objetivo das brinquedotecas nos hospitais, é tornar a criança um parceiro ativo em
				seu processo de tratamento, aumentando a aceitação em relação ao tratamento recebido
				no ambiente hospitalar de forma que a permanência dessa criança seja o mais
				agradável possível.</p>
			<p><disp-quote>
					<p>Em seu artigo 3º, a lei especifica o que vem a ser uma brinquedoteca, diz ser
						um espaço provido de brinquedos e jogos educativos, destinado a estimular a
						criança e seus acompanhantes a brincar, contribuindo para a construção e
						fortalecimento das relações de vínculo e afeto entre as crianças e o meio
						social.</p>
				</disp-quote></p>
			<p>Os legisladores da sancionada lei, que dispõe sobre a obrigatoriedade da instalação
				de brinquedoteca nas unidades de saúde que ofereçam atendimento pediátrico em regime
				de internação, não especificaram quanto aos profissionais da educação para atuarem
				nas referidas unidades de educação no espaço não escolar.</p>
			<p>Também não consta na referida lei, na normatização anterior lei 6.437, de 20.08.1977
				sobre profissional da educação que realizará o trabalho educativo nas brinquedotecas
				criadas a partir das leis citadas até aqui. A lei é pouco específica, ao mesmo tempo
				em que criou a possibilidade de diferentes experiências e projetos serem
				desenvolvidos no ambiente hospitalar, possibilitou também que surgissem brechas como
				a ausência de profissionais na área da educação para atuarem nesses espaços.</p>
			<p>A mesma lei que especifica a punição para o cumprimento da presença das
				brinquedotecas nos hospitais, deixa em branco a especificação quanto a esse
				profissional tão importante para a realização do trabalho educativos espaços não
				escolares.</p>
			<p>Foi possível observar também a partir no espaço que é desenvolvida um projeto com as
				mães e as crianças uma oficina de bonecos com material reciclado, com tampinhas de
				garrafa pet, frascos de iogurte, rolinho de papel higiênico, dentro outros. Tendo
				como objetivo perpetuar uma atividade diversificada. Tendendo dessa forma, a
				importância da reciclagem.</p>
			<p>Contudo, a equipe responsável pelas crianças enfermas do hospital este profissionais
				da saúde, reconhece a importância do trabalho do pedagogo, pois dizem que existem
				crianças que realmente estão perdendo aula, estão deixando de ir à escola, por conta
				da internação hospitalar e que provavelmente perderão o ano, ver-se nesse momento a
				falta de suporte da pedagogia para estar tentando evoluir no momento em que eles
				estão internados.</p>
			<p>Ainda ressalta que o objetivo principal que norteia o trabalho desenvolvido é a
				questão da humanização e da assistência. Porque se sabe que a partir do momento da
				resolutividade, faz com que as crianças se sintam melhor e assim conseguem uma
				melhor adesão ao tratamento, ajudando a criar confiança. A partir disso se consegue
				desenvolver a assistência com mais facilidade e faz com que eles não sofram tanto
				por estarem em um ambiente hospitalar. Entretanto, não excluem também que
				desenvolvam as atividades educativas direcionadas até para o próprio hospital, como
				por exemplo, atividades educativas no sentido de higiene e de nutrição.</p>
			<p>Como a formação foi na área de saúde, a enfermeira destaca que as estratégias
				práticas para desenvolverem esse trabalho na área pedagógica acontecem diariamente
				no momento das visitas, no qual são dadas algumas orientações, o serviço social
				também muitas vezes, fazem atividades na própria enfermaria. Utiliza-se de desenhos
				e contos para orientar mais o incentivo à leitura e apesar de não disporem de muitos
				livros tenta levar aqueles disponíveis pra dentro das enfermarias ou até mesmo
				adentrar para a sala de brinquedos para estarem fazendo essas atividades de leitura,
				pintura, etc.</p>
			<p>Nota-se que as dificuldades relatadas para a realização do trabalho, são a falta de
				recursos próprios e a pouca disponibilidade de pessoas para desenvolver trabalhos
				voluntários. Ao questionarmos sobre a importância do pedagogo no ambiente
				hospitalar, a enfermeira relatou que esse trabalho é importantíssimo porque nota-se
				a diferença de quando é desenvolvida uma atividade com as crianças, pois ficam mais
				receptivos, tanto as crianças como as mães, pois começam a ver que não existe
				preocupação somente com o tratamento clínico do paciente, possibilitando que elas se
				sintam mais a vontade no ambiente, onde possam interagir, brincar e se divertir
				também. Dessa forma, esse exercício pedagógico ameniza o sofrimento da criança
				internada no hospital, as crianças se envolvem em atividades voltadas a área da
				educação. A pedagogia hospitalar é um modo de ensino da Educação Especial que visa à
				ação do educador no ambiente hospitalar, no qual atende crianças ou adolescentes com
				necessidades educativas especiais transitórias, ou seja, crianças que por motivo de
				doença precisam de atendimento escolar diferenciado e especializado. Este novo
				espaço de educação nos hospitais é desenvolvida pela necessidade de atender crianças
				afastadas da escola e também é um espaço de ajuda nos transtornos emocionais,
				causados pela internação, como a raiva, insegurança, incapacidades e frustrações que
				podem prejudicar na recuperação do paciente.</p>
		</sec>
		<sec sec-type="conclusions">
			<title>Considerações finais</title>
			<p>O papel da educação e do pedagogo hospitalar é propiciar à criança o conhecimento e a
				compreensão do espaço em que se encontram, além de estimular o crescimento
				intelectual e afetivo. Favorecendo assim, a continuidade da aprendizagem escolar e
				reintegração das crianças à escola de origem, mesmo estando doentes elas continuam
				se desenvolvendo.</p>
			<p>Ao visitarmos o Hospital de Urgência de Teresina Dr. Zenon Rocha (HUT) notou que o
				pedagogo ainda não é atuante no espaço do hospital, pois a educação ainda não é
				oferecida da forma como deveria nos hospitais, ou ainda quando existe, é
				desenvolvida por profissionais de outras áreas, deixando assim prejudicada a atuação
				do pedagogo hospitalar e das crianças que necessitam dessa educação. Assim, são
				necessárias mais políticas públicas que possam desenvolver a prática do que está
				sendo proposto nas leis, como podemos ver de acordo com a Constituição de 1988 em
				seu artigo 205 e também na <xref ref-type="bibr" rid="B8">Lei de Diretrizes e Bases
					da educação 9.394/96</xref>, que a educação é um direito de todos e dever do
				estado.</p>
			<p>Nesse sentido, o trabalho do pedagogo no hospital é muito relevante, pois proporciona
				à criança a vivência escolar, mesmo não estando de fato dentro da escola. O pedagogo
				neste caso precisa ter um planejamento organizado e flexível que atenda às
				necessidades das crianças e adolescentes no ambiente hospitalar. Esse local deve ser
				acolhedor, ter um espaço pedagógico alegre e fazendo com que a criança ou
				adolescente melhorem em todos os âmbitos, tanto emocionalmente e fisicamente.</p>
			<p>Observamos ainda, que hospital existe uma brinquedoteca, em que as atividades são
				desenvolvidas com as crianças. As atividades promovem benefícios, tanto para as
				crianças que aliviam o estresse da internação como para os profissionais da saúde
				que ali atuam. O trabalho torna-se importantíssimo, pois se tornam mais receptivos,
				tanto as crianças como as mães, porque começam a ver que não existe preocupação
				somente com o tratamento clínico do paciente, possibilitando que elas se sintam mais
				à vontade no ambiente, onde possam interagir, brincar e se divertir também.</p>
			<p>Os desafios acerca da prática pedagógica hospitalar são inúmeros. Lidar com a falta
				de recursos nos hospitais e de voluntários para ajudar, além de ter que lidar com o
				sofrimento, com a dor, a angústia, a tristeza e com a necessidade intelectual e
				afetiva das crianças não é tarefa fácil. Ainda mais, quando outros profissionais,
				não sendo o pedagogo, atuam nessa área. Porém, percebemos que estes profissionais da
				saúde desenvolvem um trabalho belíssimo com essas crianças e que existem muitas
				dificuldades vivenciadas por eles. Problemas que poderiam ser solucionados com a
				simples presença de um pedagogo e de seu conhecimento pedagógico. Sabemos que o
				pedagogo não iria fazer milagres, pois quem cuidaria da saúde da criança seriam os
				médicos e enfermeiros. O pedagogo se encarregaria de proporcionar à criança
				hospitalizada um ambiente mais agradável e prazeroso, em que pudesse gozar de
				educação mesmo estando afastada da escola formal e também contribuiria na
				receptividade da criança ou adolescente na dosagem dos medicamentos.</p>
		</sec>
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	<back>
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			<title>Referências</title>
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