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				<journal-title>Revista Tópicos Educacionais</journal-title>
				<abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Centro de Educação - CE - Universidade
					Federal de Pernambuco - UFPE</abbrev-journal-title>
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			<article-id pub-id-type="doi">10.51359/2448-0215.2019.244560</article-id>
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					<subject>Artigos</subject>
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				<article-title>A importância da alfabetização científica</article-title>
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					<trans-title>The Importance of Scientific Literacy</trans-title>
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						<given-names>Cristiane Assis de</given-names>
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						<surname>Valerio</surname>
						<given-names>Raphael Guazzelli</given-names>
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					<city>São Paulo</city>
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				<institution content-type="original">Pedagogia Faculdade Orígenes Lessa- FACOL (São
					Paulo-Brasil) https://orcid.org/0000-0001-8413-0168
					crisassis2014@outlook.com</institution>
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				<institution content-type="original">Pedagogia Faculdade Orígenes Lessa- FACOL (São
					Paulo-Brasil) https://orcid.org/0000-0003-2058-6478
					guazzellivalerio@hotmail.com</institution>
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				<year>2021</year>
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				<year>2019</year>
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						Creative Commons Attribution Non-Commercial License which permits
						unrestricted noncommercial use, distribution, and reproduction in any medium
						provided the original work is properly cited.</license-p>
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			</permissions>
			<abstract>
				<sec>
					<title>RESUMO:</title>
					<p>O presente artigo busca analisar a importância da alfabetização científica no
						ensino de Ciências Naturais nos anos iniciais do Ensino Fundamental.
						Espera-se auxiliar na introdução e no desenvolvimento das aulas de Ciências
						Naturais enfatizando a relevância desse ensino para alfabetização
						científica. É fato que a formação dos professores constitui um fator de
						grande relevância no quadro de problemas percebidos no ensino de Ciências
						Naturais. Portanto, diante deste panorama complexo, almeja-se discutir essas
						questões para lançar um olhar reflexivo, visando a introdução de atividades
						experimentais no ensino de Ciências Naturais. A experimentação é fundamental
						quando se fala em aprendizagem de conceitos científicos, pois através das
						experiências a criança compreende e relaciona os conceitos teóricos aos
						práticos.</p>
				</sec>
			</abstract>
			<trans-abstract xml:lang="en">
				<sec>
					<title>ABSTRACT:</title>
					<p>This article seeks to analyze the importance of scientific literacy in the in
						the teaching of Natural Sciences in elementary school. It is expected to
						assist in the introduction and development of Natural Sciences classes
						emphasizing this teaching to Scientific Literacy. It is a fact that teacher
						training is a factor of great relevance in the Scientific Literacy. In the
						face of this complex situation aims to discuss these issues with the
						intention of introducing experimental activities in the teaching of natural
						sciences. Experimentation is fundamental for learning natural sciences,
						because through experience the child understands and relates theoretical and
						practical concepts.</p>
				</sec>
			</trans-abstract>
			<kwd-group>
				<title>Palavras-chave;</title>
				<kwd>Alfabetização Científica</kwd>
				<kwd>Ensino de Ciências Naturais</kwd>
				<kwd>Ensino Fundamental</kwd>
			</kwd-group>
			<kwd-group>
				<title>Keywords:</title>
				<kwd>Scientific Literacy</kwd>
				<kwd>Teaching Natural Sciences</kwd>
				<kwd>Elementary School</kwd>
			</kwd-group>
		</article-meta>
	</front>
	<body>
		<p>Alfabetização Científica é um termo muito usado na atualidade quando se fala em Ensino de
			Ciências Naturais, mas existem controvérsias quanto a definição de alfabetizar
			cientificamente e seu significado. Segundo o Mini Aurélio (2001, p.30) "alfabetizar é
			ensinar uma pessoa a ler e escrever", mas a definição de ser alfabetizado
			cientificamente vai muito além de saber ler um artigo científico. O termo Alfabetização
			Científica (<xref ref-type="bibr" rid="B10">LORENZETTI; DELIZOICOV, 2001</xref>) ou
			Letramento Científico (MORTIME; MACHADO, 2009) é a apropriação e domínio do conhecimento
			sobre Ciência, Tecnologia e Sociedade, tornando o aluno protagonista de qualquer
			atividade que ele realizará no decorrer da vida, seja no âmbito social, cultural ou
			político.</p>
		<p>Os autores que utilizam o termo “Letramento” tiveram como fundamento os conceitos de
			Magda Soares que explicam letramento como “resultado da ação de ensinar ou aprender a
			ler e escrever: estado ou condição que adquire um grupo social ou um indivíduo como
			consequência de ter-se apropriado da escrita” (<xref ref-type="bibr" rid="B19">SOARES,
				1998</xref>, p.18). Magda Soares (2010) ainda explica que o termo “letramento”
			passou a ser utilizado no Brasil após 1980 para diferenciar as pessoas que codificam a
			escrita das pessoas que utilizam desses códigos para as práticas sociais. A escola não
			tornará alunos em cientistas, pois, “a formação escolar não atende a todos os
			pré-requisitos necessários para proporcionar atitude mais embasada, crítica e analítica”
				(<xref ref-type="bibr" rid="B16">CAZELLI, 1992</xref>, p. 33).</p>
		<p>A Alfabetização Científica não é somente o ensino de Ciências dentro das salas de aula,
			sua relevância vai além dos conhecimentos científicos para a educação formal, tem a
			função de educar para o mundo do trabalho, “é, neste sentido, que a alfabetização
			científica está correlacionada com a prosperidade da nação, sendo uma providência para
			enfrentar a realidade da modernização” (<xref ref-type="bibr" rid="B16"
				>LORENZETTI,2000</xref>, p. 41).</p>
		<p>Primeiramente, convém destacar que o ensino de Ciências Naturais não deve ser explorado
			no sentido de pensar na criança como um futuro cidadão, afinal, criança já nasce cidadã,
			com seus direitos plenos e preservados(<xref ref-type="bibr" rid="B1"
			>BRASIL,1997</xref>). Portanto, os estudantes já devem ser preparados para atuar
			efetivamente no mundo social, cultural e político, sendo que o contato com o
			conhecimento científico representa parte fundamental dessa formação. Assim, dentre os
			vários aspectos que justificam o ensino de Ciências Naturais para crianças, os
			Parâmetros Curriculares Nacionais destacam a importância de tal aprendizagem para o
			exercício de uma cidadania consciente, especialmente diante de temas que tratam de
			Ciência e Tecnologia.</p>
		<p><disp-quote>
				<p>Numa sociedade em que se convive com a supervalorização do conhecimento
					científico e com a crescente intervenção da tecnologia no dia a dia, não é
					possível pensar na formação de um cidadão crítico à margem do saber científico.
					Mostrar a Ciência como um conhecimento que colabora para a compreensão do mundo
					e suas transformações, para reconhecer o homem como parte do universo e como
					indivíduo, é a meta que se propõe para o ensino da área na escola fundamental.
					[...] A criança não é cidadã do futuro, mas já é cidadã hoje, e, nesse sentido,
					conhecer ciência é ampliar a sua possibilidade presente de participação social e
					viabilizar sua capacidade plena de participação social no futuro. (<xref
						ref-type="bibr" rid="B1">BRASIL, 1997</xref>, p. 21-23).</p>
			</disp-quote></p>
		<p>É notável que estamos vivendo a era de maior avanço tecnológico da humanidade, sendo que,
			muitas vezes, essa ascensão científica encontra-se distante da população. Com isso, a
			educação científica desde a infância torna-se indispensável, preparando os alunos
			para:</p>
		<p><disp-quote>
				<p>[...] o debate democrático, a participação cidadã nas decisões sobre questões
					ligadas à tecnociência e a força da opinião pública informada são meios
					fundamentais para orientar a utilização da ciência e da tecnologia para o
					progresso da humanidade e não para a sua destruição (<xref ref-type="bibr"
						rid="B17">MARTINS; PAIXÃO, 2011</xref>, p. 144).</p>
			</disp-quote></p>
		<p>Nesse sentido, alguns estudos destacam a necessidade de Alfabetização Científica, ou
			seja, promover a inserção dos estudantes no mundo da Ciência de modo que possam fazer
			uso desse conhecimento com autonomia nas suas atividades cotidianas (<xref
				ref-type="bibr" rid="B16">LORENZETTI, 2000</xref>). A Ciência faz parte da evolução
			da humanidade e a escola tem papel fundamental em proporcionar o contato com essa
			realidade, sendo que, conforme consta nos Parâmetros Curriculares Nacionais de Ciências
			Naturais:</p>
		<p><disp-quote>
				<p>o ensino de Ciências Naturais também é espaço privilegiado em que as diferentes
					explicações sobre o mundo, os fenômenos da natureza e as transformações
					produzidas pelo homem podem ser expostos e comparados. É espaço de expressão das
					explicações espontâneas dos alunos e daquelas oriundas de vários sistemas
					explicativos. Contrapor e avaliar diferentes explicações favorece o
					desenvolvimento de postura reflexiva, crítica, questionadora e investigativa, de
					não- aceitação a priori de ideias e informações. Possibilita a percepção dos
					limites de cada modelo explicativo, inclusive dos modelos científicos,
					colaborando para a construção da autonomia de pensamento e ação (<xref
						ref-type="bibr" rid="B1">BRASIL, 1997</xref>, p. 22).</p>
			</disp-quote></p>
		<p>Para <xref ref-type="bibr" rid="B12">Fracalanza (1986, p. 26-27)</xref>, explorar a
			Ciência na escolarização inicial da criança deve:</p>
		<p><disp-quote>
				<p>permitir o aprendizado dos conceitos básicos das ciências naturais e da aplicação
					dos princípios aprendidos a situações práticas; possibilitar a compreensão das
					relações entre a ciência e a sociedade e dos mecanismos de produção e
					apropriação dos conhecimentos científicos e tecnológicos; garantira transmissão
					e a sistematização dos saberes e da cultura regional e local.</p>
			</disp-quote></p>
		<p>Há tempos vem sendo discutido o impacto do Ensino de Ciências Naturais e sua inclusão nos
			anos iniciais da escolarização, além disso</p>
		<p><disp-quote>
				<p>a sociedade atual tem exigido um volume de informações muito maior do que em
					qualquer época do passado, seja para realizar tarefas corriqueiras e opções de
					consumo, seja para incorporar-se ao mundo do trabalho, seja para interpretar e
					avaliar informações científicas veiculadas pela mídia, seja para interferir em
					decisões políticas sobre investimentos à pesquisa e ao desenvolvimento de
					tecnologias e suas aplicações. Apesar de a maioria da população fazer uso e
					conviver com incontáveis produtos científicos e tecnológicos, os indivíduos
					pouco refletem sobre os processos envolvidos na sua criação, produção e
					distribuição, tornando-se assim indivíduos que, pela falta de informação, não
					exercem opções autônomas, subordinando-se às regras do mercado e dos meios de
					comunicação, o que impede o exercício da cidadania crítica e consciente (<xref
						ref-type="bibr" rid="B1">BRASIL, 1997</xref>, p. 22).</p>
			</disp-quote></p>
		<p>Diante da busca pela inclusão de Ciências Naturais nos anos iniciais, acrescenta- se
			também a necessidade de que essas aulas sejam trabalhadas por meio de uma perspectiva
			prática, ou seja, com uso das atividades experimentais. Segundo <xref ref-type="bibr"
				rid="B6">Cerri e Tomazello (2011, p. 76)</xref>:</p>
		<p><disp-quote>
				<p>a experimentação é um procedimento do fazer científico que se distingue das
					experiências usuais do dia a dia, porque é orientado por uma intenção do
					Observador, que, por meio da pesquisa, da experimentação, busca respostas a
					determinados problemas na natureza científica.</p>
			</disp-quote></p>
		<p>Pesquisas realizadas por vários estudiosos da área revelam que muitos professores
			multidisciplinares alicerçam suas aulas em práticas pedagógicas sugeridas apenas em
			livros didáticos, resultando em aulas apenas sugestivas e abstratas, tendo como
			obstáculo ainda, o impasse de muitos desses livros apresentarem conteúdos deficientes
			acerca do conhecimento científico (<xref ref-type="bibr" rid="B15">LONGHINI,
			2008</xref>).</p>
		<p>É clara a vantagem que a atividade experimental tem no ensino de Ciências, sendo
			indispensável que aspectos teóricos e práticos sejam trabalhados juntos,
			complementando-se. O experimento sozinho não é capaz de fazer com que o aluno compreenda
			o conceito. <xref ref-type="bibr" rid="B13">Gaspar (2009, p. 25-26)</xref> explica três
			vantagens:</p>
		<p><disp-quote>
				<p>a primeira vantagem que se dá no decorrer de uma atividade experimental é o fato
					de o aluno conseguir interpretar melhor as informações. O modo prático
					possibilita ao aluno relacionar o conhecimento científico com aspectos de sua
					vivência, facilitando assim a elaboração de significados dos conteúdos
					ministrados. A segunda vantagem é a interação social mais rica, devido à
					quantidade de informações a serem discutidas, estimulando a curiosidade do aluno
					e questionamentos importantes. Como terceira vantagem, vemos que a participação
					do aluno em atividades experimentais é quase unânime. Isso ocorre por dois
					motivos: “a possibilidade da observação direta e imediata da resposta e o aluno,
					livre de argumentos de autoridade, obtém uma resposta isenta, diretamente da
					natureza.</p>
			</disp-quote></p>
		<p>Os alunos já chegam para à sala de aula com conhecimentos e verdades prévias das quais
			essas são relativas ao contexto social do qual esses alunos estão inseridos, as aulas
			experimentais além de concretas e estimulantes, também são uma maneira complementar dos
			alunos observarem e compreenderem os fenômenos naturais, e através da observação e
			argumentação conhecerem um pouco mais sobre a Ciência.</p>
		<p>Estes conhecimentos prévios demonstram que a escola sozinha não é capaz de fazer um aluno
			adquirir todos os conceitos sobre Ciência, Tecnologia e Sociedade, as crianças quando
			chegam a escola trazem consigo uma bagagem de aprendizados como explica <xref
				ref-type="bibr" rid="B11">FERREIRO (1993, p. 65)</xref> afirmando que as crianças
			desde que nascem “são construtoras de conhecimento. No esforço de compreender o mundo
			que as rodeia, levantam problemas muito difíceis e abstratos e tratam, por si próprias,
			de descobrir respostas para eles.”</p>
		<p>
			<xref ref-type="bibr" rid="B14">Lefrançois (2008)</xref> diz que a teoria de Jean Piaget
			teve grande importância para entender a relevância da experimentação, pois para ele, a
			criança não somente age sobre seu próprio conhecimento, mas interage, descobrindo nas
			vivências e na interação o significado e o conceito das descobertas. Diz ainda que
			“maturação, experiência ativa, equilibração e interação social são as forças que moldam
			a aprendizagem” (PIAGET, <italic>apud</italic>
			<xref ref-type="bibr" rid="B11">LEFRANÇOIS, 2008</xref>, p.260).</p>
		<p>De um modo geral, diversos especialistas ao longo de vários períodos históricos
			argumentam sobre a importância do conhecimento científico no currículo do Ensino
			Fundamental. Portanto, essa discussão não é recente no campo educacional. Porém, apesar
			da disciplina de Ciências Naturais estar presente nos documentos e referenciais
			curriculares oficiais, ocorre que, muitas vezes, o aluno ainda termina seu percurso
			escolar na Educação Básica com conhecimentos científicos fragmentados sobre a Ciência. É
			importante que todos os alunos possam de alguma maneira observar as transformações ou
			comprovar teorias e fenômenos pois:</p>
		<p><disp-quote>
				<p>diariamente grande quantidade de informações veiculadas pelos meios de
					comunicação se refere a fatos cujo completo entendimento depende do domínio de
					conhecimentos científicos. [...] cruzam os muros acadêmicos e são discutidos em
					jornais e revistas de grande circulação [...]. Dominar conhecimentos biológicos
					para compreender os debates contemporâneos e deles participar, no entanto,
					constitui apenas uma das finalidades do estudo dessa ciência no âmbito escolar.
						(<xref ref-type="bibr" rid="B1">BRASIL, 1997</xref>, p. 33).</p>
			</disp-quote></p>
		<p>Sobre o papel do professor, destaca-se que ao trabalhar com a Ciência, sua função não é
			“criar” cientistas em sala, mas mediar conhecimentos reflexivos com atividades que
			despertem a capacidade de questionar e posicionar-se criticamente, abordando conteúdos
			conceituais, procedimentais e atitudinais (BRASIL, 1997). É papel também do professor
			como consta nos Parâmetros Curriculares Nacionais "selecionar, organizar e problematizar
			conteúdos de modo a promover um avanço no desenvolvimento intelectual do aluno, na sua
			construção como ser social” (<xref ref-type="bibr" rid="B1">BRASIL,1997</xref> p.
			33).</p>
		<p>O professor que ensina Ciências deve se apropriar do conteúdo a ser ensinado, mesmo que
			sua formação inicial não tenha lhe oferecido esse suporte. Vários são os fatores que
			podem explicar a dificuldade da inserção do ensino de Ciências nos anos iniciais do
			Ensino Fundamental, mas é importante frisar que a ausência de laboratório [...]
			“equipado é uma realidade impactante que frustra o docente, porém lhe instiga a
			desenvolver experiências novas diante da realidade que o desafia” (<xref ref-type="bibr"
				rid="B7">CORDEIRO et. al., 2011</xref>, p. 02) a trabalhar de modo efetivo por meio
			de atividades diversificadas e caráter prático e experimental.</p>
		<p>Os Parâmetros Curriculares Nacionais sugerem a utilização de materiais recicláveis ou de
			baixo custo e frisa ainda que,</p>
		<p><disp-quote>
				<p>as habilidades necessárias para que se desenvolva o espírito investigativo nos
					alunos não estão associadas a laboratórios modernos, com equipamentos
					sofisticados. Muitas vezes, experimentos simples, que podem ser realizados em
					casa, no pátio da escola ou na sala de aula, com materiais do dia a dia, levam a
					descobertas importantes (BRASIL, 1997 p. 55).</p>
			</disp-quote></p>
		<p>O professor deve ter o cuidado em não ministrar as aulas experimentais com caráter
			ilustrativo, onde é trabalhada toda a parte teórica e a experiência a fim de somente
			comprovar o enunciado do livro didático, ter o cuidado em não seguir o método rígido
			onde o experimento deve seguir um guia como se fosse uma “receita de bolo” (<xref
				ref-type="bibr" rid="B13">GASPAR, 2009</xref>).</p>
		<p>Muitas visões são equivocadas quando se trata de Ciências. Sobre os métodos científicos
			do Ensino de Ciências da Natureza, muitas visões distorcidas permeiam, sendo necessária
			a renovação deste ensino (GIL-PÉREZ, 2001).</p>
		<p>No entanto, para superação de alguns desses problemas, destaca-se a importância de uma
			formação de professores sólida e consistente, tanto na formação inicial como continuada.
			Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais,</p>
		<p><disp-quote>
				<p>se a intenção é que os alunos se apropriem do conhecimento científico e
					desenvolvam uma autonomia no pensar e no agir, é importante conceber a relação
					de ensino e aprendizagem como uma relação entre sujeitos, em que cada um, a seu
					modo e com determinado papel, está envolvido na construção de uma compreensão
					dos fenômenos naturais e suas transformações, na formação de atitudes e valores
					humanos (<xref ref-type="bibr" rid="B1">BRASIL, 1997</xref> p. 32)</p>
			</disp-quote></p>
		<p>Pode-se concluir que a importância do ensino de Ciências Naturais desde os primeiros anos
			escolares é destacada por vários estudiosos e documentos oficiais, sendo que representa
			uma necessidade para a formação tanto educacional como pessoal dos alunos das Anos
			Iniciais do Ensino Fundamental. É essencial que as crianças tenham contato com o
			conhecimento científico, conhecimento esse que envolve experimentação, pois</p>
		<p><disp-quote>
				<p>atividade prática é a interação entre o aluno e materiais concretos, sejam
					objetos, instrumentos, livros, microscópio etc. Por meio desse envolvimento, que
					se torna natural e social, estabelecem-se relações que irão abrir possibilidades
					de atingir novos conhecimentos” (<xref ref-type="bibr" rid="B20">VASCONCELLOS,
						1995</xref>, p. 32).</p>
			</disp-quote></p>
		<p>Ainda que os documentos curriculares tais como os Parâmetros Curriculares Nacionais de
			Ciências Naturais demonstrem a necessidade de trabalhar com a Ciência de maneira mais
			prática e criativa, muitos professores sentem dificuldade de atuar dessa forma.
			Portanto, algumas possibilidades foram apresentadas com o propósito de indicar os pontos
			positivos das atividades experimentais no ensino de Ciências. O professor polivalente ao
			ensinar Ciências deve ter domínio do conteúdo aplicado e conhecimento das práticas
			pedagógicas para, assim, atingir as metas estabelecidas no projeto da escola e alcançar
			os objetivos.</p>
		<p>O professor deve ter em mente que os alunos construirão seus próprios significados e
			conceitos, cabendo ao docente mediar essa construção para que não sejam significados
			equivocados. Crianças têm a capacidade de imaginar o que poderia acontecer ao observar
			algo e isso é o que impulsiona a Ciência, a hipótese. O docente precisa entender que a
			graça sobre o experimento é imaginar o que acontecerá e não obter um resultado
			pré-estabelecido em uma receita. O professor precisa estimular o hábito de questionar,
			argumentar e perguntar, pois como disse <xref ref-type="bibr" rid="B9">Cortella (2008,
				p. 8)</xref>
		</p>
		<p><disp-quote>
				<p>perguntar é aceitar que não se sabe ainda alguma coisa e, com essa atitude,
					mostrar que se quer saber, em vez de fingir que já se sabe. Perguntar é a ponte
					que nos põe em contato com o novo, no lugar de ficarmos apenas repetindo o
					antigo. Perguntar leva até um território inédito a ser explorado, ou seja, a
					pergunta nos leva a terras desconhecidas, e, quando temos as respostas, ficamos
					mais cientes do mundo em que estamos. As respostas para alcançar curas de
					doenças, trazer ao mundo inovações e resolver problemas vieram das perguntas, e
					é desse modo que criam novas soluções.</p>
			</disp-quote></p>
		<p>Isso nos leva a refletir e compreender a necessidade em desmistificar que alunos dos anos
			iniciais não são capazes de compreender resultados de atividades complexas. Através dos
			resultados obtidos no levantamento dos artigos que tratam do Ensino Ciências Naturais
			nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, observou-se que as atividades experimentais são
			de extrema importância para que a criança desenvolva suas habilidades e competências,
			quanto a argumentação e observação a fim tornar-se protagonista nas questões políticas,
			sociais e ambientais do mundo.</p>
	</body>
	<back>
		<ref-list>
			<title>Referências</title>
			<ref id="B1">
				<mixed-citation>BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação
					Fundamental. <bold>Parâmetros curriculares Nacionais</bold>: Ciências Naturais.
					Brasília: MEC/SEF, 1997</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
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						<collab>BRASIL</collab>
						<collab>Ministério da Educação e do Desporto</collab>
						<collab>Secretaria de Educação Fundamental</collab>
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					<source><bold>Parâmetros curriculares Nacionais:</bold> Ciências
						Naturais</source>
					<publisher-loc>Brasília</publisher-loc>
					<publisher-name>MEC/SEF</publisher-name>
					<year>1997</year>
				</element-citation>
			</ref>
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					<source>A necessária renovação do Ensino das Ciências</source>
					<edition>3.ed</edition>
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