Bioética e genética no Ensino Médio
contribuições da Teoria da Ação Comunicativa de Jürgen Habermas
DOI:
https://doi.org/10.51359/2448-0215.2026.267065Palavras-chave:
Teoria da Ação Comunicativa, bioética, ensino de genética, Ensino Médio, Jürgen HabermasResumo
Este artigo analisa as contribuições da Teoria da Ação Comunicativa de Jürgen Habermas para o ensino de Genética no Ensino Médio, discutindo suas potencialidades para a formação ética, crítica e cidadã dos estudantes diante dos desafios decorrentes dos avanços científicos e tecnológicos. Considerando a crescente complexidade das questões bioéticas relacionadas à manipulação genética, às biotecnologias e às intervenções sobre a vida, busca-se compreender de que maneira o agir comunicativo pode favorecer a construção de espaços de diálogo, reflexão e argumentação no contexto escolar. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa qualitativa desenvolvida por meio de revisão bibliográfica, fundamentada em artigos científicos, livros, dissertações, teses e documentos oficiais relacionados à bioética, ao ensino de Genética e à Teoria da Ação Comunicativa. A análise da literatura evidenciou que a perspectiva habermasiana oferece importantes contribuições para o desenvolvimento da autonomia, da consciência crítica, da participação democrática e da responsabilidade ética dos estudantes. Além disso, verificou-se que a articulação entre bioética, ensino de Genética e ação comunicativa pode favorecer práticas pedagógicas orientadas pelo diálogo, pela construção coletiva do conhecimento e pelo respeito à pluralidade de perspectivas. Conclui-se que a Teoria da Ação Comunicativa constitui um referencial relevante para o fortalecimento da formação ética no Ensino Médio, contribuindo para a preparação de cidadãos mais conscientes e aptos a participar dos debates contemporâneos relacionados à ciência, à tecnologia e à vida em sociedade.
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