Quando as agulhas falam: memórias, bordados e foto-gestos
DOI:
https://doi.org/10.51359/2763-8693.2022.251192Palavras-chave:
memórias, bordados, foto-gestosResumo
Linhas, novelos, agulhas, meadas, nós e laçadas, coabitam o Ensaio Visual: Quando as agulhas falam: memórias, bordados e foto-gestos. Fazer o nó na linha é o gesto requerido tanto para começar como encerrar um trabalho têxtil. E após o nó instaura-se o trajeto do fio na agulha, trajeto este ancorado pelos múltiplos gestos manuais. O presente ensaio contempla o avesso e o direito destes gestos por meio de registros fotográficos do ato de bordar, nomeados de foto-gestos. Os registros apresentados no formato 3x4 remetem a releitura desta tradicional dimensão padronizada em documentos, aqui deslocada para a artesania. Uma série de sete fotos que busca esgarçar o novelo têxtil memorial. Dessa forma, ao tecer o ponto-atrás da memória costurada a resistência criam-se elos com o artivismo e a arte têxtil. E por fim, o ensaio invoca: enquanto as mãos bordam as bocas fiam.
Referências
Freire, Paulo. À sombra desta mangueira. São Paulo: Olho D’Água, 2001.
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