A pintura como ato de reflexão poética

Autores

DOI:

https://doi.org/10.51359/2763-8693.2025.266351

Palavras-chave:

arte contemporânea, caminhar, poética, lixo urbano, pintura

Resumo

O texto apresenta uma reflexão sobre o processo artístico na pintura contemporânea, tendo como ponto de partida a prática do caminhar pela cidade de Santa Maria, localizada no estado do Rio Grande do Sul (RS), Brasil. O percurso cotidiano se transformou em método de investigação estética e crítica, a partir da observação do lixo descartado no espaço urbano. Esses resíduos, mais do que restos materiais, são interpretados como signos carregados de significados sociais, históricos e ambientais, sendo ressignificados pela pintura em novas narrativas visuais. Nesse processo, a metodologia articula a caminhada, discutida por Francesco Careri (2013), e a poiética, abordada por René Passeron (1978), como fundamentos que orientam a investigação e a criação artística. O trabalho explora a relação entre arte, espaço urbano e problemática ambiental, propondo uma poética que integra ética, estética e ecologia. Assim, a pintura assume o papel de registrar, transformar e provocar reflexões sobre consumo, descarte e sustentabilidade, revelando-se como um percurso aberto e inacabado em constante diálogo com o entorno.

Biografia do Autor

Antonio José dos Santos Júnior, Universidade Federal de Santa Maria

Doutor em Artes Visuais e Mestre em Artes Visuais, ambos pelo Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da Universidade Federal de Santa Maria (PPGART/ UFSM) Bolsa CAPES. Especialista em Artes pela Universidade Federal de Pelotas/UFPel. Artista Visual – Bacharel em Desenho e Plástica pela UFSM com mobilidade acadêmica na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, Portugal. Integrante dos grupos de pesquisas: Arte Impressa e Ecologia CNPq/UFSM e Processos Pictóricos CNPq/UFSM. Tem interesse em investigar processos de criação e pintura na contemporaneidade.

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Publicado

23.10.2025

Como Citar

Santos Júnior, A. J. dos. (2025). A pintura como ato de reflexão poética. Cartema, 15(15), 1–12. https://doi.org/10.51359/2763-8693.2025.266351