O Tempo do Mundo e a Arte como Contra-tempo
DOI:
https://doi.org/10.51359/2763-8693.2025.268632Palavras-chave:
tempo, cinema, performance, arte contemporâneaResumo
Este ensaio foi organizado como uma sequência numerada de notas. É uma evocação à maneira aforística de autores como Karl Kraus, Nietzsche, Emil Cioran. Mas, para além de método reflexivo da filosofia, minha intensão é que a escrita guarde em si qualquer coisa de partitura. Assim, penso haver nela uma evocação à música, quem sabe algo de sua cadência, ritmo e temporalidade. A palavra é antes de qualquer coisa, som. E aqui minhas notas querem recuperar algo dessa oralidade que funda a palavra. Oralidade emitida por um corpo afetado pelas tensões de sua leitura pública. Originalmente ela teve por título "Tempo e Presença". Foi escrita e performada no evento financiado pela FUNARTE Residência Artística Fazenda Lomba Alta, em Vale Verde, Rio Grande do Sul, em 2007. Nesse ensaio-fala, procuro montar um primeiro esboço da minha idéia de anachronos como o tempo essencial da obra de arte. Esse contra-fluxo temporal, esse contra-tempo, esse anacronismo instaurado pela obra de arte abre-se para além do campo da arte e se estende na direção de um reencantamento da existência.
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