Os coletivos femininos e o movimento dos quadrinhos underground
DOI:
https://doi.org/10.51359/2763-8693.2026.268668Palavras-chave:
coletivos femininos, histórias em quadrinhos, comix underground, movimento contraculturalResumo
Com a publicação da revista Zap Comix (1968), de Robert Crumb, ocorre a consolidação dos quadrinhos underground, um movimento que desafia normas estéticas e narrativas e que circula em um contexto de marginalização devido ao seu caráter transgressor. Nesse cenário, surgem os primeiros coletivos femininos, como It Ain’t Me, Babe (1970) e Wimmen’s Comix (1972-1992), permitindo que mulheres cartunistas ocupassem um espaço antes negado e utilizassem os quadrinhos como forma de expressão pessoal, dando visibilidade às experiências das mulheres. Dessa forma, propomos analisar a representação da existência lésbica nos quadrinhos feministas e lésbicos das décadas de 1970 e 1980. A pesquisa é qualitativa e bibliográfica, fundamentada em narrativa gráfica e arte sequencial (Eisner, 1989) e nas mulheres nos quadrinhos (Chute, 2010). O estudo evidencia a relevância histórica dessas produções, que desafiaram normas heteronormativas e ampliaram possibilidades temáticas e formais na linguagem dos quadrinhos.
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