Mangá e memória: Nakazawa Keiji e a narrativa do trauma
DOI:
https://doi.org/10.51359/2763-8693.2026.268991Palavras-chave:
mangá, trauma, Japão, pós-guerraResumo
O presente trabalho, a partir de Gen Pés Descalços, do mangaká Nakazawa Keiji (1939-2012), tem como o objetivo entender como o mangá pode ser utilizado como fonte para compreender tanto o contexto histórico em que o Japão estava inserido no final da Segunda Guerra Mundial quanto o mangá como um meio de narrar o trauma do autor — um sobrevivente da bomba atômica lançada em Hiroshima. Para tanto, os conceitos norteadores da pesquisa são o de memória banal, ficção histórica, trauma cultural e o de literatura de testemunho (Canova Júnior, 2024; Espírito Santo; Silva, 2015; Hashimoto, 2015; Otmazgin, 2016; Seligmann-Silva, 2000, 2005, 2010). A partir disso, concebe-se que os mangás de Nakazawa (2011a, 2011b), inseridos em seus contextos de produção, se tornam uma fonte essencial para a compreensão do Japão no pós-guerra, do mesmo modo que são um disseminador de uma memória que representa um grupo específico: o dos sobreviventes.
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