Cultura Predatória e Classe Ociosa: O Cortiço, de Aluísio Azevedo, sob lentes veblenianas

John Rex Amuzu Gadzekpo

Resumo


Resumo: O Cortiço, de Aluísio Azevedo opera uma análise patológica das relações interpessoais e socioeconômicas entre os brasileiros e os imigrantes portugueses pegos naquele atoleiro de lutas intermináveis da decadente burguesia brasileira da segunda metade do século XX . E evolução desse microcosmo da república elevado ao estatuto de progenitor e mentor de indivíduos e classes sociais, parece corresponder aos estágios enunciados na Teoria da Classe Ociosa de Thorstein Veblen, sobretudo na progressão da cultura pacífica/ predatória à fase da classe ociosa propria. Este estudo confronta os dois textos, com recurso ocasional à teoria da função social do jogo, elaborada no Homo Ludens de Johan Huizinga, no que parece uma perfeita simbiose entre a literatura realistanaturalista e uma teoria socioeconômica de cunho darwinista, o conjunto levando à protagonização de membros das classes subalternas da sociedade brasileira, e produzindo a personagem ímpar de Rita Baiana, numa inusitada caracterização literária do afro-brasileiro como objeto e sujeito.

Palavras-chave: classe ociosa, cultura predatória, sociedade brasileira, afrobrasileiro objeto/sujeito literário.


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Referências


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GADZEKPO, J. R. A. Do Duelo Poético-Satírico na Gestão de Conflitos Sociais: um tríptico africano, português e brasileiro. 2007. Tese (Doutorado em Langues Vivantes) — Faculté des Lettres Langues, Université de Poitiers, 2007.

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Sites internet

“Da mulher submissa à rebelde em O Cortiço:(Bertoleza e Rita Baiana)” por Marilia Amparo em http://www.webartigos.com http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20080227163915AATHZKv




DOI: https://doi.org/10.19134/eutomia-v1i06p%25p

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