A Forma híbrida da literatura
Resumo
"Somos capazes de recordar o que Agostinho dissera sobre o tempo: “Se ninguém mo perguntar, eu sei [o que é]; se o quiser explicar a quem me fizera pergunta, já não sei” (Agostinho: ca. 397, XI, 30, 4). Não se costuma porém pensar na semântica própria das palavras que, por isso, assumem o caráter de fantasmais. Seu universo é tão amplo que é admissível que o fenômeno chamado ‘comunicação’ seja um eufemismo; seu verdadeiro nome seria circulação defantasmas. No caso da comunidade intelectual aqui representada, o termo ‘literatura’ tem um estatuto semelhante. Há 40 anos já o afirmava o prof. Victor Manuel de Aguiar eSilva: “(…) Dado o caráter heterogêneo da literatura, nem a ficcionalidade, nem a particular ‘ordem sobreposta’ às exigências da comunicação lingüística usual, nem a plurissignificação constituem fatores que, isoladamente, possam definir satisfatoriamente a literariedade” (Aguiar e Silva,V. M.: 1967, 69). [...]"Referências
Agostinho: Confessiones, trad. de Oliveira Santos e Ambrósio de Pina, Livraria Apostolado da Imprensa, Porto, 1977.
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