O Marquês de Sade e o Romance Filosófico do Século XVIII

Daniel Serravalle de Sá

Resumo


Resumo: Realiza-se aqui uma leitura do romance Justine, do marquês de Sade, à luz do romance filosófico do século XVIII. Lido enquanto teoria filosófica, o romance de Sade oferece um sistema de pensamento que desafia a concepçãode mundo proposta pelos dois principais campos filosóficos no contexto da França pré-republicana: o religioso e o racionalista. Ao desenvolver tal discussão, o artigo mapeia e debate diferentes enfoques críticos dados à obra sadiana discutindo a imprecisão dos limites entre Literatura e Filosofia.

Palavras-chave: Marquês de Sade, Romance filosófico do século XVIII,Justine, ou os infortúnios da virtude.

 

Abstract: The present article proposes a reading of the novel Justine, by the Marquis de Sade in the light of the eighteenth-century philosophical novel. When read as a philosophical system, Sade’s novel suggests an outlook on pre-republican France, which challenges the world view of the two competing fields of the time: the religious and the rationalist philosophers. The debate developed in the article encompasses the critical history on the Marquis oeuvre, discussing the imprecision in the limits between Literature and Philosophy.

Key-words: Marquis de Sade, Eighteenth-century philosophical novel, Justine, or the misfortunes of virtue.


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DOI: https://doi.org/10.19134/eutomia-v1i02p%25p

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