Romance e subjetivação: a Grécia antiga como estudo de caso

Pedro Dolabela Chagas

Resumo


Resumo:

Descreve-se algumas das condições sistêmicas que, na Grécia do início da era cristã, motivaram a subjetivação da temática ficcional no romance, gênero então emergente. Enquanto a épica e a tragédia traziam heróis lendários e dramatizavam problemas coletivos, o romance lidava com a vida prosaica, com consequências para a composição dos personagens, para a concepção de vida pessoal dos enredos, para a suas estórias de amor à primeira vista. Propõe-se que quatro elementos favorecerem essa passagem à subjetivação: o status da cultura grega no Império Romano, a influência da segunda sofística, a marginalidade do gênero no campo letrado, as tecnologias da escrita. Lança-se, ao final, a hipótese de que condições análogas ou semelhantes grosso modo se repetiriam nos contextos em que o romance voltaria a vicejar, espelhando-se na concomitante subjetivação dos modos de leitura estimulados pelo gênero.

Palavras-chave: Teoria do romance, História do romance, Romance grego antigo.


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DOI: https://doi.org/10.19134/eutomia-v1i21p280-297



 

Qualis (CAPES): B1 (Quadriênio 2013-2016)

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