Palavras acariciadas como as crinas dos cavalos: uma poesia filosoficamente selvagem

Autores

  • Daniel de Oliveira Gomes Universidade Estadual de Ponta Grossa Université Paris Nanterre (posdoutorando)

DOI:

https://doi.org/10.51359/1982-6850.2019.242486

Palavras-chave:

poesia, Chagas Levene, animalidade, Moçambique

Resumo

O presente ensaio pretende analisar a poesia de Chagas Levene, tomando a questão derridiana da animalidade, para entender o pressuposto de uma poesia filosoficamente selvagem, em Moçambique. Sua poesia remete, hoje, à contracultura e elementos críticos que promovem relações com Derrida, Foucault e Bataille, também, Van Gogh ou Gabriel o Pensador, quer seja, fronteiras múltiplas que sua poesia pode alcançar.

 

Biografia do Autor

Daniel de Oliveira Gomes, Universidade Estadual de Ponta Grossa Université Paris Nanterre (posdoutorando)

pos doutorando na Université Paris Nanterre, junto ao CRILUS, e professor no programa de Mestrado em Estudos da Linguagem na Universidade Estadual de Ponta Grossa 

Referências

ARTAUD, Antonin. Van Gogh o suicidado da sociedade. Trad. Aníbal Fernandes, Lisboa: MM, 1987.

BARROS, Manoel de “Concerto a céu aberto para solos de aves”, in “PoesiaCompletas”, São Paulo: LeYa, 2010.

BATAILLE, Georges. A Mutilação Sacrificial e a Orelha Cortada de Van Gogh. Trad. Carlos Valente. Lisboa : Hiena Editora, 1994.

BATAILLE, Georges. Courts écrits sur l’art. Préface de Georges Didi-Huberman, Lignes, 2017.

BATAILLE, Georges. Teoria da Religião. Belo Horizonte: Autêntica, 2015.

BLANCHOT, Maurice. O espaço literário, trad. Álvaro Cabral, Rio de Janeiro: Rocco,1987

DELEUZE, Gilles, Kafka. Por uma literatura menor, trad. Júlio Guimarães, Imago: Rio de Janeiro, 1977

DELEUZE, Gilles, Kafka. L'île desért et autres textes. Textes et entretiens 1953-1974. Paris : Les Editions de Minuit, 2002.

LABAIN, Michel. Moçambique. Encontro com escritores. Vol. 2. Porto: Fundação Antônio de Almeida, 1998.

LEITE, Ana Mafalda. “Parágrafos sobre a poesia moçambicana contemporânea –sonho e violência, viagem e loucura, confissão e memoria”, Via atlântica, n16, dez, 2009.

LEITE, Ana Mafalda, “Aproximação à Moçambicanidade”, in Tempo, junho de 1985, 44-46.

LEVENE, Chagas. Tatuagens de Estrelas. Maputo: Ndgira, 2007.

LEVENE, Chagas. Porto das Luzes. Maputo: Ndgira, 2010.

LEVENE, Chagas. Pirotecnia. Maputo: Minerva Central, 2016.Editora&Comunicação Ltda, 2008.

NIETZSCHE, F. Humano Demasiado Humano(tradução de Paulo Cezar de Souza). São Paulo: Companhia das Letras, 2000.

FOUCAULT, Michel A vida dos homens infames. 4. ed. In: O que é um autor? Lisboa: Veja/Passagens, 1992.

FOUCAULT, Michel. Linguagem e Literatura. Bruxelas dezembro de 1964. In: A Grande Estrangeira, trad. Fernando Scheibe, Belo Horizonte: Autêntica, 2016.

FOUCAULT, Michel. História da Loucura na Época Clássica. São Paulo : Perspectiva, 1978.

FOUCAULT, Michel. Il faut défendre la société. Paris: Gallimard/Seuil, 1997.

DERRIDA, Jacques. Essa estranha instituição chamada literatura, Belo Horizonte: Editora UFMG, 2014.

DERRIDA, Jacques. O Animal que logo sou. São Paulo: EdUnesp, 2002.

RECLUS, Jean Jacques Elisée, A anarquia e os animais, (Trad. Ateneu Diego Giménez), Piracicaba, 2010.

Downloads

Publicado

2019-12-25