O Guesa e a crítica do tempo

Ramon Castellano Ferreira

Resumo


Este artigo propõe uma análise dos dois primeiros cantos do épico O Guesa, com foco nos seus protocolos linguísticos e na relação que os mesmos assumem na articulação das tessituras temporais do poema. O Guesa, épico composto por doze cantos, foi escrito entre os anos 50 e 80 do século XIX por Joaquim de Sousa Andrade, o Sousândrade. Work in progress, nele assistimos ao périplo transamericano do personagem Guesa, entremeado por suas rememorações. Para efetuar a leitura dos dois primeiros cantos da epopeia, nos aproximamos das imagens psíquicas de Achille Mbembe. Segundo o filósofo camaronês, os entrelaçamentos destas imagens psíquicas nos fazem adentrar no campo do simbólico, no jogo de seus símbolos e de sua circulação. Para Mbembe, esta construção não envolve apenas um trabalho psíquico, mas opera uma crítica do tempo. Sendo assim, o nosso foco recairá na multiplicidade de linhas de temporalidade presente na epopeia. A questão a ser testada aqui é ver se o poema O Guesa opera, por meio de seus versos, uma crítica do tempo.

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DOI: https://doi.org/10.19134/eutomia-v1i24p249%20-%20269



 

Qualis (CAPES): B1 (Quadriênio 2013-2016)

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