O Guesa e a crítica do tempo

Autores

  • Ramon Castellano Ferreira Universidade federal rural do rio de janeiro, Programa de pós graduação em história PPGH/UFRRJ

DOI:

https://doi.org/10.51359/1982-6850.2019.243806

Resumo

Este artigo propõe uma análise dos dois primeiros cantos do épico O Guesa, com foco nos seus protocolos linguísticos e na relação que os mesmos assumem na articulação das tessituras temporais do poema. O Guesa, épico composto por doze cantos, foi escrito entre os anos 50 e 80 do século XIX por Joaquim de Sousa Andrade, o Sousândrade. Work in progress, nele assistimos ao périplo transamericano do personagem Guesa, entremeado por suas rememorações. Para efetuar a leitura dos dois primeiros cantos da epopeia, nos aproximamos das imagens psíquicas de Achille Mbembe. Segundo o filósofo camaronês, os entrelaçamentos destas imagens psíquicas nos fazem adentrar no campo do simbólico, no jogo de seus símbolos e de sua circulação. Para Mbembe, esta construção não envolve apenas um trabalho psíquico, mas opera uma crítica do tempo. Sendo assim, o nosso foco recairá na multiplicidade de linhas de temporalidade presente na epopeia. A questão a ser testada aqui é ver se o poema O Guesa opera, por meio de seus versos, uma crítica do tempo. 

Biografia do Autor

Ramon Castellano Ferreira, Universidade federal rural do rio de janeiro, Programa de pós graduação em história PPGH/UFRRJ

 

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Publicado

2019-12-25