Concepção de discurso e de poder em algumas passagens dos livros alfa e gama da Retórica de Aristóteles

Autores

  • Vicente Masip Viciano UFPE
  • David Pessoa Lira UFPE

DOI:

https://doi.org/10.51359/1982-6850.2019.243808

Palavras-chave:

retórica, discurso, poder, verdade, persuasão

Resumo

Aristóteles define a retórica como a faculdade de teorizar o que é adequado em cada caso, para convencer ou persuadir mediante o discurso, uma atividade oral e escrita composta de exórdio, exposição, persuasão e epílogo, que detém um poder intrínseco, baseado na verdade e na sua demonstração mediante entimemas1, máximas e exemplos, e um poder extrínseco, resultado de uma conjunto rico e complexo de componentes situacionais, entre os quais é preciso destacar o talante2 do orador, a sua capacidade de captar o tipo de auditório que o escuta, de suscitar e de conduzir paixões, assim como uma série de estratégias, entre as quais sobressaem a claridade da expressão, a seleção de palavras, o uso de metáforas, epítetos ou diminutivos, a correção, o ritmo, a construção das frases e a elegância, ou seja, tudo aquilo que colaborar para que a verdade se imponha e triunfe sobre falsos silogismos, aporias e falácias.

Biografia do Autor

Vicente Masip Viciano, UFPE

Professor do Departamento de Letras da Universidade Federal de Pernambuco

David Pessoa Lira, UFPE

Professor do Departamento de Letras da Universidade Federal de Pernambuco

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Publicado

2019-12-25