Sobre a tradutibilidade da forma de escuta nas artes verbais

Autores

  • Hugo Simões UFPR

DOI:

https://doi.org/10.51359/1982-6850.2019.244650

Palavras-chave:

arqueoacústica, performance, tradução, forma de escuta, sotaque

Resumo

A escuta está intimamente relacionada ao fazer tradutório. Este artigo investiga essa relação, trilhando um caminho que vai da arqueoacústica até a ideia de performance proposta por Paul Zumthor, e tem como grandes interlocutores pensadores ameríndios e estudos etnográficos recentes. A ideia de forma aqui proposta se relaciona a intelectuais da então chamada “etnopoética”, bem como de autores que refletiram sobre poesia após a Shoah, como Paul Celan. Quanto aos efeitos da escuta sobre a relação tradutória, faz-se uma retomada das ideias benjaminianas de magia e memória, além de uma releitura de seu Die Aufgabe des Übersetzers (“A tarefa do tradutor”). Poética, magia e performance são pensadas por meio da chave da escuta, a qual, ao final, aproxima a tradução à ideia de sotaque.

Biografia do Autor

Hugo Simões, UFPR

Doutorando em Letras na Universidade Federal do Paraná (UFPR). Membro do species – núcleo de antropologia especulativa. Pesquisa desenvolvida com o apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).

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Publicado

2020-03-26