“Asa Branca” no tempo e na voz de Caetano: a ditadura militar e o exílio como lugares de escuta

Pedro Paulo Salles

Resumo


Este artigo discute um lugar de escuta que se inaugura quando Caetano Veloso grava e apresenta em Londres, em 1971, sua versão de “Asa Branca”, a emblemática canção nordestina. Lugar, esse, situado num tempo histórico e simbólico caracterizado pelo golpe militar e o regime ditatorial no Brasil e pelo exílio do compositor na capital da Inglaterra. Pretende-se demonstrar que, por meio de um hábil deslocamento de perspectiva e contexto – através das vocalidades e historicidades em jogo – Caetano nos faz ver e ouvir outra canção na mesma, reescrevendo-a de ouvido. O sujeito da enunciação – o retirante nordestino que foge das queimadas e da seca irredutíveis – passa a ocupar outra posição, a do exilado político que foge da seca dos direitos e das liberdades democráticas. No texto serão analisados aspectos históricos e formais dessa canção e a maneira como engendram na escuta temporalidades e sentidos.

Palavras-chave


lugar de escuta; Caetano Veloso; Asa Branca; Luiz Gonzaga; exílio

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DOI: https://doi.org/10.19134/eutomia-v1i25p100-124



 

Qualis (CAPES): B1 (Quadriênio 2013-2016)

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