A mente e a evolução cultural humana: suas implicações para a teoria da ficção

Pedro Dolabela Chagas

Resumo


Discussão das funções que fomentaram a evolução da ficção como prática cultural, observando-se como o seu processamento cognitivo permitiu que ela se estabilizasse como hábito individual e coletivo. Argumenta-se que os dois pontos se entrelaçam: a sinergia entre funções de grande apelo coletivo e um processamento cognitivo acessível teria favorecido a popularidade e o sucesso histórico da ficção. Quanto ao primeiro ponto, sugere-se que o seu surgimento e estabilização como prática social foi motivado pela sua disposição como affordance cultural de função homeostática, nos níveis individual e coletivo. Quanto ao segundo, discute-se a sugestão da psicologia experimental de que a leitura do texto ficcional não demanda quaisquer capacidades cognitivas excepcionais: a ficção se adapta às nossas predisposições mentais, e não o contrário, i.e. a sua leitura não pressupõe capacidades mentais desenvolvidas especialmente para ela. Defende-se que esses dois argumentos convergem na explicação das origens e do sucesso evolutivo e histórico da ficção, aqui definida não apenas como um atributo de certas produções humanas ou um conjunto de produções dotadas de características comuns, mas como uma prática cultural tradicionalizada.

Palavras-chave


teoria da ficção; cognição; evolução cultural; teoria das affordances; homeostase

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DOI: https://doi.org/10.19134/eutomia-v1i25p249-271



 

Qualis (CAPES): B1 (Quadriênio 2013-2016)

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