Algumas considerações sobre a presença de elementos ecológicos na poesia brasileira contemporânea

Autores

  • Mariana Marino Universidade Federal do Paraná (UFPR)
  • Yuri Molinari Universidade Federal do Paraná (UFPR)

DOI:

https://doi.org/10.51359/1982-6850.2020.245282

Palavras-chave:

ecologia, ciências humanas, poesia brasileira contemporânea

Resumo

A crise ambiental, há décadas instaurada no mundo, tem suscitado reflexões de diferentes ordens (sendo elas de cunho artístico, filosófico, antropológico), mais especificamente a partir da década de 1960, com a insurgência de movimentos ambientalistas e preservacionistas. Tendo, então, a discussão sobre ecologia adentrado as mais diferentes áreas, como nas humanas, os (re)pensares do mundo e da vida a partir da perspectiva ecológica têm ressoado na poesia contemporânea brasileira em diferentes graus de engajamento. Pretende-se, portanto, apresentar e discutir aspectos ecológicos encontrados em obras de Ana Martins Marques, Sérgio Medeiros, Jussara Salazar e Vinícius Lima, a fim de levantar aspectos formais e temáticos que enriqueçam o debate ecológico na poesia.

Biografia do Autor

Mariana Marino, Universidade Federal do Paraná (UFPR)

Doutoranda em Estudos Literários na Universidade Federal do Paraná (UFPR), com linha de pesquisa em Literatura e outras linguagens. Mestra em Estudos de Linguagens pelo Programa de Pós-Graduação em Estudos de Linguagens da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), na área de concentração Estéticas Contemporâneas, Modernidade e Tecnologia. Atualmente desenvolve pesquisa em Literatura e Ecocrítica. Possui graduação em Letras - Português e Inglês pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR). Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Literatura, Ecocrítica e Ensino de Língua Estrangeira.

Yuri Molinari, Universidade Federal do Paraná (UFPR)

Doutorando em Estudos Literários pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Possui Mestrado em Letras pela mesma instituição (2019) e graduação em Letras - Português e Inglês pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (2015). Membro integrante do Grupo de Estudos Ecocríticos (GEco), que reúne pesquisadores da UFPR e da UTFPR.

Referências

BICCA, Luiz.Vida cotidiana e pensamento ecológico. Rio de Janeiro: Ed. PUC-Rio: 7 Letras, 2018.

COSTA, Júlia de Marins. Comunicação e meio ambiente: análise ecocrítica da ecopoesiae do jornalismo ambiental no Brasil. Rio de Janeiro, 2014. Trabalho de conclusão de curso. 76 pp.

ESTOK, Simon C.Theorizing in a Space of Ambivalent Openness: Ecocriticism and Ecophobia. Oxford: Oxford University Press, 2009.

FRÓES, Leonardo. A Fábula da Cebola. Entrevista cedida a Alberto Pucheu, Ricardo Lima & Sérgio Cohn. Revista Azougue, São Paulo, n. 8, pp. 5-11, abril de 2003.Disponível em: <https://www.germinaliteratura.com.br/literatura_esp_froes6.htm>. Acesso em: 28 abril 2020.

GIFFORD, Terry. A Ecocrítica na mira da crítica atual.Rio de Janeiro: Terceira Margem, jul. 2009, p. 244-261. Disponível em: <https://revistas.ufrj.br/index.php/tm/article/view/11049/ 8065>. Acesso em: 08 de abril de 2020.

GLOTFELTY, Cheryl. Introduction: Literary studies in an age of Environmental Crisis. In: GLOTFELTY, Cheryl; FROMM, Harold (org.). The Ecocriticism Reader. Georgia: The University of Georgia Press, 1996.

GUATTARI, Félix. As três ecologias. São Paulo: Papirus, 2006 [1989].KRENAK, Ailton.Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.

LIMA, Vinícius. Animais Floridos. Belo Horizonte: Anome Livros, 2016.

LIMA, Vinícius. O Sonho da Capivara. Londrina: Rubra Cartoneira Editorial, 2017.

MARQUES, Ana Martins. O Livro dos Jardins. São Paulo: Editora Quelônio, 2019.

MARQUES, Ana Martins. O Livro das Semelhanças. São Paulo: Companhia das Letras, 2015.

MARQUES, Ana Martins. Da Arte das Armadilhas. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.

MARQUES, Ana Martins. A vida Submarina. Belo Horizonte: Scriptum, 2009.

MARQUES, Ana Martins. Natureza em miniatura. Entrevista concedida a Beatriz Goulart. Revista Bravo!, 2019. Disponível em: <https://medium.com/revista-bravo/ana-martins-marques-com-ela-ningu%C3%A9m-pode-e6d302c79f08>. Acesso em: 29 abril 2020.

MCNEE, Malcolm. The Environmental Imaginary in Brazilian Poetry and Art. Nova Iorque: Palgrave Macmillan, 2014.

MEDEIROS, Sérgio. Trio Pagão. São Paulo: Iluminuras, 2018.

MEDEIROS, Sérgio. Entrevista cedida a Rodrigo de Souza Leão. Revista Germina Literatura, v. 2 nº 4, novembro/dezembro 2006. Disponível em: <https://www.germina literatura.com.br/pcruzadas_sm_nov2006.htm>. Acesso em 29 abril 2020.

NOGUEIRA, Clara. Mulheres que Tecem Pernambuco. 2018. Disponível em: <http://mulheresquetecempe.com.br/#inicio>. Acesso em: 10 abr. 2020.SALAZAR, Jussara.Fia.São Paulo: V. de Moura Mendonça-livros (selo Demônio Negro), 2016.

MEDEIROS, Sérgio. Entrevista concedida a Fernando Andrade. Revista digital Literatura e Fechadura, 2018: Disponível em: <https://www.literaturaefechadura.com.br/2018/ 07/17/fernando-andrade-entrevista-a-poeta-jussara-salazar/>. Acesso em: 29 abril 2020.

SILVA JÚNIOR, José Juvino da. Leonardo Fróes e as cartografias das vertigens selvagens: a poesia, o mundo natural e o sagrado. Tese (Doutorado) –Universidade Federal de Pernambuco, Centro de Artes e Comunicação. Letras, 2016. 176 f.

SOFIATI, Luana. "Teço artérias como labirinto”: o corpo como experiência histórica na poética de Jussara Salazar em Fia. In: Congresso Internacional da Associação Brasileira de Literatura Comparada –Abralic, julho, 2018, Porto Alegre, RS. Disponível em: <http://www.abralic.org.br/anais/arquivos/2018_1547745632.pdf>. Acesso em 08/04/2020.

SOUZA JUNIOR, Mauro Cezar de. O Chamado selvagem da sobrenatureza: Leonardo Fróes e Gary Snyder. Revista Garrafa, v. 4 nº 8, 2006. Disponível em: < https://revistas. ufrj.br/index.php/garrafa/article/view/7494/0>. Acesso em 29 abril 202o.

Downloads

Publicado

2020-12-30