Entre o gosto e o mercado: o lugar da crítica literária brasileira (1920-1950)

Autores

DOI:

https://doi.org/10.51359/1982-6850.2022.253089

Palavras-chave:

crítica literária brasileira, crítica de rodapé, impressionismo, mercado editorial

Resumo

Este artigo busca esclarecer algumas das características marcantes da "crítica de rodapé", nomenclatura pela qual ficou conhecida a maior parte da crítica literária brasileira publicada em jornais na primeira metade e meados do século XX. Considerando o período entre as décadas de 1920 e 1950, apresento já no início do texto um breve mapa dos principais críticos e jornais de então. Em seguida, desenvolvo uma interpretação sobre a modalidade, considerando-a situada entre duas dimensões aparentemente paradoxais: o impressionismo (técnica e estilo predominantes nos artigos de crítica literária) e o mercado editorial (interessado na capacidade que a crítica literária possuía de alavancar a venda de livros). São mobilizados, então, trechos de rodapés de críticos como Sérgio Milliet, Plínio Barreto e Álvaro Lins. Ao final, pretendo contribuir para o aprimoramento da pesquisa e da compreensão sobre essa importante etapa da crítica literária nacional (correlata a um período marcante da literatura brasileira), mas que tem sido pouco estudada de forma sistemática no ambiente acadêmico. 

Biografia do Autor

Pedro Bueno de Melo Serrano, Universidade de São Paulo

Doutor em Sociologia pela Universidade de São Paulo. Especialista nas áreas de Sociologia da Cultura e da Literatura. 

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Publicado

2022-09-30